10 anos da morte de Carlos Castro: O que é feito de Renato Seabra?

Carlos Castro foi assassinado em Nova Iorque a 7 de janeiro de 2011. Renato Seabra foi condenado pelo crime, que teve contornos macabros, e cumpre pena numa prisão de alta segurança.

07 Jan 2021 | 17:40
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Carlos Castro morreu há 10 anos. A 7 de janeiro de 2011, Portugal ficou em choque com a notícia que o famoso jornalista, na altura com 65 anos, tinha sido assassinado em Nova Iorque, pelo jovem aspirante a manequim Renato Seabra. Os dois tinham viajado juntos para passar a Passagem de Ano nos Estados Unidos e o modelo já não voltou a casa. Está preso na prisão Clinton Correctional Facility e enfrenta a possibilidade de uma pena de prisão perpétua.

Sobre o que aconteceu naquela noite permanecem, até hoje, muitas dúvidas. Os dois terão discutido – não se sabe a razão – e Renato Seabra assassinou brutalmente Carlos Castro no quarto situado no 34º andar no hotel Intercontinental, em Times Square. O jovem saiu do hotel e a polícia só foi chamada ao local horas depois, tendo encontrado o jornalista já morto, com sinais claros de agressões na cabeça e sexualmente mutilado (soube-se mais tarde que Renato terá usado um saca-rolhas para mutilar o pénis de Carlos Castro).

O manequim foi encontrado horas depois, visivelmente perturbado e com cortes no pulso. Ter-se-á tentado suicidar, de acordo com notícias divulgadas na época, e foi internado no hospital Roosevelt.

Renato Seabra pode ser libertado em 2035

Renato Seabra foi julgado nos Estados Unidos e condenado a uma pena mínima de 25 anos, que pode ir até prisão perpétua. Em 2035, será alvo de uma inquirição para uma eventual saída no ano seguinte e, se isso acontecer, será expulso do país.

Atualmente, o ex-manequim terá 31 anos. Segundo o jornalista Hernâni Carvalho divulgou há dois anos, no “Programa de Cristina”, o português faz algumas tarefas na Clinton Correctional Facility (CCF) de forma a passar o tempo. Dedica-se à confeção de roupa e ajuda nas missas celebradas no estabelecimento prisional.

Situada no estado de Nova Iorque, este estabelecimento prisional de alta segurança é conhecido como «a Sibéria de Nova Iorque» devido à sua proximidade com a fronteira com o Canadá, onde o clima é bem frio. Construída em 1844, albergava inicialmente os prisioneiros ‘castigados’ a trabalhar nas minas de Dannemora. Hoje, é «a pior prisão que existe nos Estados Unidos», disse ainda Hernâni Carvalho.

Prisão tem 2000 reclusos

E por que foi Renato Seabra lá parar? «Tem a ver com o tipo de crime que aconteceu», explicou o jornalista. «É uma prisão onde existem dois mil reclusos e, para cada três, existe um guarda. Há muitos guardas, eles sentem-se controlados», acrescentou António Teixeira, comentador que saiu do Você na TV, TVI, para se estrear ao lado de Cristina Ferreira na SIC.

Na CCF, onde existe um ‘corredor da morte’ desde 2008, Seabra «trabalha na confeção de roupas e ajuda na missa», revelou Hernâni Carvalho. Recebe, tal como os restantes detidos, visitas de familiares e amigos três a quatro vezes por ano. Apesar da alta segurança, em 2015, a prisão deixou escapar dois reclusos, Richard Matt e David Sweat, ambos condenados por assassinato. Acabaram por ser mortos a tiro durante as buscas.

Veja o vídeo sobre este caso e ‘entre’ na prisão:

 

Texto: Ana Filipe Silveira e Patrícia Correia Branco; Fotos: Impala
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