5 dicas financeiras que podemos aprender em séries de comédia

Juntámos algumas dicas financeiras que as séries de comédia mais conhecidas nos conseguem ensinar através de momentos inusitados.

14 Jul 2021 | 15:08
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Muitas vezes parece difícil mantermo-nos concentrados num episódio de uma série de televisão quando o assunto são finanças ou economia. Segundo a plataforma HBO Portugal, as séries mais vistas pelos portugueses em 2020 foram a futurista Westworld, a sempre popular Game of Thrones e a misteriosa The Undoing. Já a Netflix teve o seu top 3 composto por The Umbrella Academy, Shameless e Grey’s Anatomy.  Ou seja, geralmente o público tende a procurar tramas envoltas em drama, comédia e suspense. Algo que foge um pouco das habituais histórias do mundo financeiro.

Por isso – e para dar mais leveza ao assunto -, juntámos algumas dicas financeiras que as séries de comédia mais conhecidas nos conseguem ensinar através de momentos inusitados. Desta forma, será possível aproveitar o entretenimento disponibilizado pelas maiores plataformas online de streaming e começar a gerir melhor o orçamento familiar.

The Office

Uma das séries mais adoradas em vários países é a versão americana de The Office. Estrelada por Steve Carell, esta série conta a história dos trabalhadores de uma firma que vende papel numa pequena cidade em Pennsylvania. Na verdade, este programa tem vários momentos com mini lições financeiras aprendidas através de Michael Scott, o padrão da empresa. No episódio “A Decent Proposal”, Michael compra um anel de noivado e, entusiasmado revela que apenas pagará o empréstimo com três anos de salário – enquanto que o que deveria ser feito seria, pelo menos, só dedicar uma pequena parte dos rendimentos para este crédito.

Nesta situação, vemos como um momento de aperto e impulso acabou por dar uma grande dívida a esta personagem. E esta dica é aplicada até em situações mais habituais do que grandes decisões de vida. Por exemplo, a crise pandémica atual pode fazer com que algumas pessoas pensem em equilibrar rapidamente as suas contas e se vejam a pedir créditos pessoais urgentes. Porém, é preciso ter em atenção que é necessário continuar a comparar várias propostas de instituições financeiras diferentes e apenas em entidades autorizadas pelo Banco de Portugal. Isto para não se verem envolvidas em fraudes ou a pagar juros altíssimos como o Michael.

Friends

Outra série que já faz parte da cultura de várias gerações é a aclamada Friends (que até teve uma reunião dos cinco atores principais este ano). A história segue a vida de cinco amigos na casa dos vintes que tentam fazer a sua vida em Nova Iorque. Enquanto que alguns são mais responsáveis financeiramente que outros, existem um caso que se destaca na importância do conselho que nos deixa.

Joey é um ator com pouco sucesso que, de repente, tem o seu “big break”. Porém, assim que consegue um papel numa novela, começa a gastar todo o seu rendimento e a comprar bens desnecessários com um cartão de crédito sem pensar na conta do mês seguinte. Passado algum tempo, ele perde o seu trabalho e, consequentemente, não tem forma de pagar as suas contas e a prestação do cartão de crédito, acumulando dívidas de todas as naturezas.

A maior lição aqui é agir sempre com precaução e manter um dinheiro extra para poupanças. Nunca se sabe quando podemos estar num momento de mais aflição e precisar de um pé de meia para continuarmos a ter algum dinheiro para as nossas despesas mensais. Por isso, é importante não exceder as nossas capacidades financeiras mensais e colocar algum dinheiro sempre de parte. Lembre-se que manter dívidas ao Estado ou a entidades financeiras será uma mancha no seu histórico.

Parks and Recreation

Esta série de comédia é semelhante ao formato visto em The Office. Ou seja, o programa é filmado como uma espécie de documentário fictício que acompanha (desta vez) trabalhadores do Governo norte-americano no departamento de parques e recreação. Duas das personagens têm uma divertida forma de reservar um único dia por ano para realizarem as suas extravagâncias.

No que Tom e Donna chamam de dia “Treat Yo’ Self” (que significa algo como “mime-se”), os dois vão numa “jornada” para comprar roupa, comer em bons restaurantes, receber uma massagem relaxante ou até passar uma tarde a beber mimosas. Este conceito pode ajudar a mantermo-nos dentro do nosso orçamento no resto do ano, já que reservamos uma altura para dar atenção a esses momentos de lazer. O que é melhor ainda será, em vez de abranger todas as atividades num só dia, ir fazendo uma extravagância por mês e no resto dos dias manter as poupanças habituais. Assim, vai ser possível manter o orçamento e mente sã todo o ano.

The Simpsons

Para colmatar, falamos de duas séries de animação para o público adulto. Uma delas é a clássica The Simpsons, em que a vida da família amarela nos mostra momentos muito semelhantes ao nosso cotidiano. No episódio “Lard of the Dance”, da temporada 10, o Homer tem uma ideia que este pensa ser a chave para enriquecer rapidamente: vender gordura.

Porém, esta ideia acaba por sair ao lado, já que ele vê-se obrigado a cozinhar bacon para angariar gordura extra e dando um retorno muito pequeno. Este exemplo mostra como as nossas ideias de negócio “fora da caixa” podem não ser rentáveis por algum motivo. Não é suficiente largar tudo e investirmos para nos aventurarmos num novo negócio sem que as decisões sejam fundamentadas.

Para isso, é preciso conhecer o mercado em que nos vamos inserir e analisar os possíveis competidores para percebermos porque é que ninguém está a utilizar a nossa ideia. Há também que ver se o público está interessado nesse serviço e se este é rentável.

Rick and Morty

Outra série de animação cheia de momentos cómicos é Rick and Morty, um programa que reúne ficção científica, drama e comédia. No episódio “Close Rick-counters of the Rick Kind”, a personagem Jerry gaba-se da sua coleção de moedas com a figura de R2-D2, robô do franchise Star Wars. Mas Rick logo lhe diz: “Não te digo que essas moedas cresçam em valor ou que mantenham o que já vale. A verdade é que compraste-as porque gostavas delas e elas têm valor para ti. É o que interessa.”

Apesar de breve, este pode ser visto como uma lição aos entusiastas por objetos colecionáveis. Se no momento da compra o objetivo é vender essas mesmas peças, talvez se esteja a comprar com o propósito errado. Como é muito incerto saber se alguma peça será valiosa no futuro, o melhor é precaver-se e apenas aplicar dinheiro do seu orçamento no que realmente precisa.  A menos que esses objetos tenham valor para si.

Portanto, as dicas que deve considerar são: analise bem todas as propostas de crédito antes de avançar com a primeira opção (mesmo que esteja numa situação urgente), nunca gaste mais do que os seus rendimentos mensais nem fique sem dinheiro nas poupanças, tire um dia para se mimar com uma saída de forma a não gastar sem controlo, apenas invista num novo negócio se tiver bons fundamentos e se este for rentável a longo prazo e só colecione objetos pelo seu gosto pessoal e não com o objetivo de vendê-los no futuro.

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