A boa filha à casa torna: Apanhámos Fátima Lopes na SIC. Veja as imagens exclusivas

Fátima Lopes afastou-se dos ecrãs e explicou a Júlia Pinheiro o que a motivou a tomar essa “decisão precipitada”. A TV 7 Dias apanhou a apresentadora na chegada aos estúdios da SIC.

29 Mai 2021 | 21:00
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“O bom filho à casa torna.” Que o diga Fátima Lopes, que, 11 anos depois de ter trocado a SIC pela TVI, voltou à casa que a viu crescer para uma entrevista, com Júlia Pinheiro, sobre os tempos de mudança que tem vivido. A TV 7 Dias apanhou a apresentadora na chegada aos estúdios da estação de Paço de Arcos – veja todas as imagens exclusivas na galeria.

“Agora, tenho mais razões para sorrir. Sentia que não tinha liberdade, que não conseguia concretizar os meus sonhos, estava muito presa aos horários, e depois, por circunstâncias em que as coisas não correram tão bem, fui precipitada a tomar esta decisão”, afiança, referindo-se à sua saída da TVI.

Afastou-se dos ecrãs e garante que está feliz com a escolha que fez. “Está-me a fazer muito bem. Na altura, quando me propuseram deixar de fazer um programa diário, eu concordei. Há um momento em que precisamos de parar. Precisava deste sentimento de liberdade”, admite.

Fátima Lopes sempre esteve consciente de que a televisão podia não ser para sempre e os filhos ajudaram-na a tomar a difícil decisão. “A vida empurrou-me a tomar uma decisão. Pensei logo: ‘E os meus filhos?’ A Beatriz ajudou-me muito a decidir. Perguntou: ‘Mãe, tu estás feliz? Se não, então está na altura de mudar, porque termos uma vida muito boa à custa da infelicidade da nossa mãe, não vale.’ E eu estava infeliz!”, assume. “Aprendi que as pessoas nem sempre são como achamos. Tive desilusões, faz parte.”

Num regresso à infância, Fátima Lopes recorda os tempos difíceis em Moçambique. “Quando estás num ambiente em que, mesmo não tendo muito, percebes que és privilegiada… Tinha oito anos, era das poucas que ia calçada para a escola, a única que levava lãs, a única branca. Não há como não perceber. Isto formou-me! Vi muitas coisas que me ajudaram a ser a pessoa que sou. Mas vivi coisas complicadas. Quando lá cheguei, passei pelo bullying porque era branca. Eles diziam mesmo: ‘Não brincamos contigo porque és branca!’ Eu não compreendia. Chorava baba e ranho e pedia para voltar a Portugal” , conta.

 

Texto: Maria Inês Gomes (ines.gomes@impala.pt); Fotos: D.R.

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1784 da TV 7 Dias)

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