“A chorar agarrado ao gato”: Pai de Bruno Savate relata pesadelo vivido pelo filho

Bruno Savate ficou lavado em lágrimas quando percebeu que o gato tinha morrido ao seu lado, na cama, e enterrou o animal com um fio seu. A família aconselhou-o a ser visto por um especialista.

21 Fev 2021 | 21:00
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Para espanto de todos os restantes concorrentes do “Big Brother”, Bruno Savate revelou que, na altura em que lhe morreu o gato Rocky, em maio de 2018, entrou em depressão profunda, um problema mental que se mantém até aos dias de hoje. Desde então, o nortenho é acompanhado por um psicólogo e anda medicado.

Foi durante uma prova, em que os participantes do reality show da TVI tiveram de explicar qual a causa que defendem, que o empresário da área da restauração falou sobre o assunto. Defensor do movimento IRA – Intervenção e Resgate Animal, Bruno Savate assumiu ser “contra os seres humanos que tratam mal os nossos meninos” e foi a partir daqui que partilhou a sua história com os restantes colegas.

Sem pudores, o nortenho revelou que o seu gato, que o acompanhava há oito anos, era, para ele, “como um filho”. “Era tudo na minha vida. Quando dizem que o Savate mudou, o Savate mudou a partir do momento em que o meu gato faleceu”, acrescentou, referindo que, desde então, sofre de depressão.

 

Pai de Bruno Savate: “Ele estava a chorar agarrado ao gato”

 

A TV 7 Dias esteve à conversa com o irmão e o pai do concorrente do “Big Brother – Duplo Impacto”, que nos explicaram o que se passou naquela altura. Segundo Daniel, o irmão, “de um momento para o outro, ele morreu, teve morte súbita”. “Eles estavam deitados quando isso aconteceu. Ele ligou logo para o meu pai e tentou ir ao veterinário, mas já foi em vão”, partilha.

Por seu lado, José Sousa, o progenitor, explica que, quando chegou a casa do filho, apercebeu-se de imediato que “o gato já estava morto”. “Ele estava a chorar agarrado ao gato. Depois, fomos enterrar o gato. Ele tinha um fio ao pescoço e enterrou-o juntamente com o gato. Fartou-se de chorar e, desde aí, ele ficou um bocadinho afetado com isso”, assume.

 

Savate recebe apoio psicológico e encontra-se também medicado

 

O dor que Bruno Savate sentiu com a perda do seu animal de estimação foi tão grande que a família viu-se obrigada a aconselhá-lo a procurar ajuda especializada pois, explica Daniel, repararam “nos sinais de uma pessoa que está depressiva, ou seja, era uma pessoa que se isolava, não falava, ficava fechado. Foi por aí”. Desde então, o morador da casa mais vigiada do País tem de receber apoio psicológico, segundo Daniel, e encontra-se também medicado.

A este respeito, o irmão de Bruno Savate aproveita também para apontar o dedo a alguns ex-jogadores pela forma como abordaram este assunto já cá fora. “Acho ridículo os ex-concorrentes, que se consideram tão inteligentes, não considerarem que a saúde mental tem a sua importância e criticam e falam das pessoas que tomam esse tipo de medicamentos como se fossem drogados. Isso é ridículo. Acho que é uma falta de noção tremenda que essas pessoas têm”, afirma, referindo-se a Teresa Silva e Helena Isabel.

 

Texto: Carla Ventura; Fotos: reprodução redes sociais

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1770 da TV 7 Dias)

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