A Crónica da Agricultora: «O Ricardo é muito verde nestas questões de relações»

Inês Martins analisa mais uma semana de emoções fortes nas quintas de Catarina, Ricardo, António, Francisco e João, os agricultores da terceira temporada do rurality show da SIC.

30 Jun 2020 | 19:20
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A cronista da TV 7 Dias Inês Martins analisa mais uma semana de emoções nas quintas dos agricultores.

Aurélia, a nova candidata de Nogueira da Montanha, entrou com uma estratégia totalmente errada. Existe até uma expressão que se adequa perfeitamente, ao que vi nos primeiros minutos dela na quinta de António… ‘Não se deve colocar a carroça à frente dos bois!’. Mas que raio de pessoa conhece alguém em 10 minutos e afirma que, em breve, o jardim do agricultor vai ser dela?

Calma mulher, tanta fome ao pote. Entra logo assim a matar para quê? É um programa para se conhecerem. Não é obrigatório ser aquele senhor o homem da sua vida! Cativar um homem é todo um processo. Essa pressão, esse teatro, só lhe fica mal.  Não se sobe uma escada de 4 em 4 degraus.

A mulher ia desvairada em modo hiperativo… mas pronto. Podia ser um pouco o entusiasmo à mistura de nervosismo. Temos que dar sempre o benefício da dúvida, deixar passar aquela azáfama e ver como correm os próximos dias. Pois… Bastou ver o amanhecer na quinta. Afinal, foi apenas preciso passar uma noite. A espevitada acordou completamente apagada, calada, desinteressada. Que mudança radical. Então Aurélia? Acabaram-se-te as pilhas ou o agricultor está a ser uma desilusão para ti?

E lá se deu o primeiro beijo (pelo menos à frente das câmaras) de Francisco e Maria João. Vejo ali sentimento real no Francisco. Já a Maria João… Nesse beijo, estava indecisa entre agarrá-lo ou à pedra onde estava encostada com um ar de frete.

Podia ser de estar pouco à-vontade ao ser filmada mas continuo com a minha opinião. A Maria João não tem um sentimento genuíno para com o agricultor. Parece-me fita. Está a ser o que convém ser, é sim um sentimento de carinho. Mas não andamos aos beijos a todas as pessoas com quem temos carinho, certo? Por momentos, tenho um pouco um dejá vù da relação do meu Neves da primeira temporada com a Isabel.

Não comparando porque ninguém é igual ou sente igual a ninguém mas… Existe ali umas semelhançazinhas a respeito de sentimentos. Um completamente apaixonado deslumbrado caidinho de amores. E, por outro lado, alguém que nutre apenas um carinho especial e que dá o passo para uma relação onde ainda não se está totalmente apaixonado. Mas, atenção! Conheço muitas histórias de amor que começam assim. Como numa balança, com pesos desiguais mas que está sempre a tempo de aumentar o peso numa das partes.

«Não vejo o João assim muito apaixonado»

Na quinta de Monforte, fiquei de boca aberta quando as meninas dizem ao seu agricultor que precisa começar a ser fitness e o João diz que não sabe o que significa ‘fitné’. Isto era ele a fazer-se de desentendido, era brincadeira certo? Como assim não sabe o significado de fitness? A palavra mais ouvida dos últimos tempos é pelo mundo todo. Não é por estar no campo que não tem acesso à televisão, radio, internet. Não o imaginava tão campónio… tão fechado numa bolha. Mas pode é também ser só desinteresse desses assuntos.

Esta semana dá se o grande beijo entre ele e Dalila (à frente das câmaras porque, através da Cláudia e Mafalda, sabemos que eles andam enrolados à muito tempo). Aqui, e ao contrário do agricultor de Moura, não vejo o João assim muito apaixonado, apenas desorientado com uma rapariga bonita desde o primeiro dia que a viu.

Já a Dalila tem aquele jeito conflituoso. Mas penso estar mesmo apaixonada pelo João. Ela não sabe controlar a impulsividade, logo não a vejo a fazer teatro a mostrar-se apaixonada não estando. O perfil dela é ser carente e insegura como já mostrou nalgumas brigas anteriores. E sendo o João um bom rapaz aceitando-a como ela é, fez com que a paixão crescesse naturalmente. Agora se este casal encaixa? Hmmm, por algum tempo sim, mas a longo prazo não me parece. É a minha opinião mas, como os opostos às vezes duram e duram, posso estar enganada.

Mafalda confessou que, desde pequena, nunca teve o desejo de ser mãe! Talvez por medo de não fazer um bom trabalho e seria esse o entrave com o seu chefinho, porque ele quer ter um rebanho de cinco. Fiquei surpreendida, sendo a Mafalda tão maternal para os bichinhos da quinta, (que até se esforçou tanto para perder o medo das galinhas).  Também é mulher lutadora e hiperativa. Acho que faria um bom trabalho como mãe. Mas a minha opinião é que não existe uma regra ou uma direção igual para todos. Nem todos temos de casar e ter filhos. O que é um sonho ou o que nos realiza e enche a alma pode não ser igual em todas as pessoas. Cada pessoa tem sua história, constrói sua vida e seus objetivos.

O momento mais surpreendente para mim esta semana na quinta do porta chaves foi quando vi finalmente a Sandra acordar para vida e fazer-se ouvir enquanto a desvairada da Mafalda estava lá distraída, na sua agitação característica, a cortar lenha. Adorei ver a Sandra a bater o pé e ‘ouçam-me que tive uma ideia!’ e mandou um grito,dois gritos, três gritos até deixar todos quietinhos e caladinhos a ouvir a sua ideia. Muito bem, Sandra! Era isso que falava na semana passada. Se for preciso grita, mas marca o teu lugar. És linda e inteligente só te faltava mesmo isso. Atitude. Parabéns! Demorou mas nunca é tarde demais.

Dias depois, Mafalda tem uma conversa com o seu chefinho e, mais uma vez, mostrou-me ser uma mulher muito inteligente. Ela bem puxa pelo seu chefinho para decidir por uma delas e não continuar a dizer que gosta das duas e as duas são boas demais, e cada uma é diferente mas tem qualidades que o fascinam. Ora bem, claro que sim, mas, Ricardo, a vida é isto! Não podemos casar com uma e ter outra como amante porque gostamos das duas.

Infelizmente é um mal mundial e assim se dão as traições. A vida é feita de escolhas. É ponderar e pensares a longo prazo com quem te vias a partilhar uma vida. Ou simplesmente ficar com duas amigas para a vida. Aí sim, é legítimo gostares de duas. O Ricardo é ainda muito verde nestas questões de relações, para tudo é preciso experiência! E sendo ele tudo em modo zen e ‘não me chateiem’ demorará sempre mais a tomar decisões tão retas.

A Catarina sempre protegeu o seu coração de se apaixonar

Esta semana, a Catarina chamou mais uma vez Daniel à parte e encostou o à parede, fazendo-lhe aqueles questionários dela, tão diretos. Esta menina sabe bem achar o que procura! E tal como eu previa, até ela lhe pediu sinceridade sem enrolar sempre as respostas.

A Catarina sempre protegeu o seu coração de se apaixonar e neste caso fez ela muito bem. Ganhamos defesas com os tombos. E o medo de nos apaixonarmos depois de sairmos magoadas com relações anteriores é inevitável mas também uma salvação de uma nova desilusão.

Penso que, se ela estava a começar a apaixonar se, depressa o arrancou do coração, preferindo apenas manter uma boa amizade. E fez ela muito bem. Porque daquele Toy Boy não se pode esperar uma relação como ela procura. O rapaz ainda está numa de viver a vida à Lagardère. E respeito. Todos temos as nossas fases. Num casal, convém ambos estarem na mesma fase de vida, no mesmo foco e direção. Não era o caso destes dois.

 

Texto de opinião de: Inês Martins, empresária e ex-candidata de Quem Quer Namorar com o Agricultor

 

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