Agir escreve carta aberta a rasgar em Joana Latino! Famosos apoiam cantor

O cantor Agir reagiu publicamente às polémicas críticas de Joana Latino a artistas portugueses, no programa Passadeira Vermelha, dirigindo à jornalista da SIC uma carta aberta.

20 Mai 2020 | 15:30
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Numa «carta aberta a Joana Latino», Agir reflete sobre a mais recente polémica em que a jornalista da SIC se viu envolvida. Em causa estão as duras críticas que esta fez a artistas portugueses, enquanto comentava o fim da iniciativa de sucesso de Bruno Nogueira no Instagram, Como é que o Bicho Mexe, na emissão desta segunda-feira do programa Passadeira Vermelha.

«Querida Joana. Fiquei um pouco preocupado com o seu comentário de há dias onde, na sua opinião, a grande maioria da classe artística terá sido mordida pela mosca tsé-tsé e andará apenas induzida num coma de inércia. Esta preocupação vem de alguém que, regra geral, acha que o que se deve fazer é arregaçar as mangas e ir à luta», começa por dizer o cantor.

«Mas, ainda assim, quando referiu e bem, o exemplo de pró-actividade de Bruno Nogueira e de todo o seu ‘gang’ de amigos, conhecidos e desconhecidos, disse também e passo a citá-la: ‘Os artistas em vez de fazerem discursos miserabilistas e catastrofistas de auto-comiseração deviam mexer-se… e olhar para este exemplo’», continua. Ora, para Agir, é «uma total falta de respeito, e de noção até, achar que todos artistas se encontram em pé de igualdade com o inquestionavelmente talentoso Bruno Nogueira e que a única coisa que os separa é a falta de força de vontade e criatividade para não reclamarem tanto e fazerem-se à vida»«Não é de todo intelectualmente séria tal conclusão», acusa.

Agir admite que «as pessoas tendem a achar que os artistas são estes seres privilegiados que enchem salas e recintos todos os dias e onde possivelmente» ele também se inclui. «Mas não, artistas são também e principalmente os grupos de teatro amador, as companhias de bailado, coreógrafos, pintores, artistas plásticos, escritores, argumentistas, guionistas, encenadores, realizadores, agentes, promotores, músicos, técnicos de som, de luz, roadies, câmaras, perchistas, produtores, maquilhadores, cabeleireiros, figurinistas, enfim, a lista não acaba», contrapõe.

No final, uma mensagem dirigida a Joana Latino: «A maioria das pessoas não faz ideia, mas a Joana, como jornalista que é, tem a responsabilidade acrescida de saber as dificuldades que este sector está e virá a passar. Acho que lhe caiu muito mal, perante uma situação tão inesperada como esta e que economicamente falando ainda mal começou, opinar: Façam mais e falem menos.»

«Espero vê-la com mais sensatez no discurso daqui para a frente. Os artistas (todos) agradecem», remata o também produtor musical, que recebeu uma chuva de mensagens de anónimos e figuras públicas a elogiarem a carta aberta dirigida à jornalista da SIC.

 

 

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Carta aberta a Joana Latino Querida Joana. Fiquei um pouco preocupado com o seu comentário de há dias onde, na sua opinião, a grande maioria da classe artística terá sido mordida pela mosca tsé-tsé e andará apenas induzida num coma de inércia. Esta preocupação vem de alguém que, regra geral, acha que o que se deve fazer é arregaçar as mangas e ir à luta. Mas ainda assim, quando referiu e bem, o exemplo de pró-actividade de Bruno Nogueira e de todo o seu “gang” de amigos, conhecidos e desconhecidos, disse também e passo a citá-la: “Os artistas em vez de fazerem discursos miserabilistas e catastrofistas de auto-comiseração deviam mexer-se… e olhar para este exemplo”. Pois bem, parece-me uma total falta de respeito e de noção até, achar que todos artistas se encontram em pé de igualdade com o inquestionavelmente talentoso Bruno Nogueira e que a única coisa que os separa é a falta de força de vontade e criatividade para não reclamarem tanto e fazerem-se à vida. Não é de todo intelectualmente séria tal conclusão. As pessoas tendem a achar que os artistas são estes seres privilegiados que enchem salas e recintos todos os dias e onde possivelmente eu também me incluo. Mas não, artistas são também e principalmente os grupos de teatro amador, as companhias de bailado, coreógrafos, pintores, artistas plásticos, escritores, argumentistas, guionistas, encenadores, realizadores, agentes, promotores, músicos, técnicos de som, de luz, roadies, câmeras, perchistas, produtores, maquilhadores, cabeleireiros, figurinistas, enfim a lista não acaba. A maioria das pessoas não faz ideia, mas a Joana, como jornalista que é, tem a responsabilidade acrescida de saber as dificuldades que este sector está e virá a passar. Acho que caiu-lhe muito mal, perante uma situação tão inesperada como esta e que economicamente falando ainda mal começou, opinar: Façam mais e falem menos. Espero vê-la com mais sensatez no discurso daqui para a frente. Os artistas (todos) agradecem.

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A mãe, a atriz Helena Isabel, aplaudiu o discurso do filho, fruto do casamento com o cantor Paulo de Carvalho«A liberdade de expressão em alguns casos tem muito que se lhe diga e, no caso desta senhora, que ainda por cima tem carteira de jornalista, falhou redondamente na sua liberdade!», atirou, por sua vez, Marta Melro.

A também atriz Núria Madruga foi mais dura nas palavras: «É só ridícula!» «Mano, o problema dessa ‘senhora’ é que o pequeno cérebro dela já está um feijão! Ela é que não tem mesmo criatividade alguma pois dali não sabe fazer mais nada. Coitada! O nosso país não anda devido a estes parasitas», escreveu a cantora Ana Duarte.

A TV 7 Dias tentou contactar Joana Latino, para que esta se pudesse defender das muitas críticas de que está a ser alvo nas últimas 48 horas, sem sucesso até à publicação deste artigo.

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotografias: reprodução redes sociais

 

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