Ainda não se estreou, mas já foi renovado: “Hell’s Kitchen” vai ter segunda temporada

Ljubomir Stanisic estreia a 14 de março “Hell’s Kitchen”, “um grande produto de televisão” que Daniel Oliveira acredita que “vai captar a atenção de milhares de pessoas”. A SIC já renovou o programa.

05 Mar 2021 | 15:00
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Ljubomir Stanisic está de volta à televisão, desta vez através da antena da SIC, já no dia 14 de março. O chef vai estar à frente de “Hell’s Kitchen”, um formato grandioso e uma das grandes apostas da estação de Paço de Arcos para este ano. Aliás, o programa ainda não foi para o ar, mas Daniel Oliveira, o Diretor de Entretenimento da Impresa, garantiu, esta sexta-feira, na apresentação à imprensa do programa, via Zoom, que vai haver uma segunda temporada, tal como a TV 7 Dias revelou em primeira mão.

“Hell’d Kitchen” vai juntar 16 concorrentes, que já deram provas do seu talento na sua vida profissional, numa cozinha que tem 1000 metros quadrados, inserida num estúdio de 2900 metros quadrados.

“Não sou apresentador de televisão. O meu desemprenho é sempre a mesmo. É sem merd*s, sem rodeios, é ser direto e fazer o meu trabalho. Não há personagens. Não percebo nada disso, o que percebo é de cozinha”, adiantou o mais temido chef da televisão portuguesa, recusando qualquer comparação com o anterior programa que apresentou na TVI, “Pesadelo na Cozinha”. “São muito diferentes”, garantiu.

Só há algo que será igual. Ele mesmo. E, apesar do seu lado duro, Ljubomir Stanisic admitiu que há episódios de grande emoção: “Sou um duro com coração mole. Obviamente que me emocionei por vários momentos durante o programa. Crio laços familiares com todas as pessoas com quem trabalho.”

 

Daniel Oliveira enche Ljubomir Stanisic de elogios

 

Daniel Oliveira teceu largos elogios ao protagonista de “Hell’s Kitchen”. “Estamos mesmo muito satisfeitos com o programa que temos em mãos. O Ljubomir prova e supera todas as melhores expectativas que tínhamos do seu desempenho num formato que é muito, muito forte e porque consegue mostrar várias facetas da sua personalidade. […] Consegue aportar um humanismo, um humor essencial e fá-lo de forma natural e acho que essa é uma das mais valias do Ljubomir”, disse.

E acrescentou: “É muito singular ter uma personalidade que diz tudo o que pensa e, em Portugal, num país pequeno, isso nem sempre acontece. Termos alguém que tem uma visão que é um português […] e tem essa visão de dizer tudo o que pensa na cara das pessoas…. Os concorrentes valorizam muito esse lado.”

 

Ljubomir Stanisic “não era fã” de “Hell’s Kitchen” com Gordon Ramsay

 

Ljubomir Stanisic admitiu ainda aos jornalista que não via o formato original de “Hell’s Kitchen”, conduzido por Gordon Ramsay. “Não era fã do programa porque não vejo muita televisão. Vi uma temporada no YouTube antes de começar. Quando cheguei ao nosso estúdio, era maior do que a versão norte-americana. Fiquei impressionado”, contou, assumindo que este programa é mais do que uma lufada de ar fresco nesta altura de pandemia da COVID-19, que fechou por tempo indeterminado estabelecimentos de restauração.

“É uma gigante lufada de vida nova para mim. Estar parado e não trabalhar é uma coisa com a qual não consigo sequer viver”, disse o chef, que, apesar de manter o restaurante “100 Maneiras” em take away, garantiu que a pandemia mudou completamente a sua rotina. “Estava ansioso por fazer um programa de televisão”, assumiu.

 

Daniel Oliveira não teme confronto entre Ljubomir Stanisic e Cristina Ferreira

 

“Hell´s Kitchen” vai concorrer diretamente com o programa de domingos à noite da TVI apresentado por Cristina Ferreira, “All Together Now”. E, tal como a “adversária”, a SIC não teme audiências.

“Este programa tem sobretudo ingredientes para conquistar as pessoas e é nisso que estamos preocupados. Estamos preocupados em fazer deste programa um grande produto de televisão. É isso que está nas nossas mãos, nada mais está nas nossas mãos”, garantiu Daniel Oliveira.

“Este programa vai captar a atenção de milhares de pessoas, isso é inegável, e posso assegurar que isso vai acontecer. Depois, esse lado mais competitivo com a concorrência, é mais para análise do que para o nosso foco, uma vez que, se não fizermos bem aquilo que tivermos para fazer, então não vale a pena entrar nessa discussão. […] O que podemos controlar é o programa que temos em mãos e que eu acredito que será absolutamente marcante na televisão portuguesa, no âmbito televisivo, porque é diferente de tudo o que já vimos”, rematou o timoneiro da SIC.

 

Texto: Ana Lúcia Sousa; Fotos: Arquivo Impala e Divulgação SIC

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