Ana Leal sobre Manuel Maria Carrilho: «foi uma ATITUDE VERDADEIRAMENTE CRIMINOSA»

Ana Leal revela, em exclusivo, à TV7 Dias opinião sobre a atitude «lamentável» de Manuel Maria Carrilho em direto na TVI24, esta quinta-feira, 17 de janeiro.

18 Jan 2019 | 13:18
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Depois da emissão da reportagem da TVI, onde é possível ver Manuel Maria Carrilho em confronto com Bárbara Guimarães, o ex-ministro foi convidado a estar presente no debate em direto, na TVI24, mas negou fazê-lo pessoalmente, aceitando participar por via telefónica. Nos primeiros momentos da chamada, Carrilho nega as acusações que lhe são feitas e afirma que as imagens são manipuladas. Logo de seguida, passa o telemóvel ao filho menor, Dinis Maria Carrilho, de 15 anos.

Perante este cenário inesperado, Ana Leal terá pedido à régie para «interromper o depoimento» do menor. Ao nosso site, a jornalista da TVI afirma: «este pai teve uma atitude verdadeiramente criminosa, que mostra que o senhor continua a fazer o que nós provámos na reportagem. E a prova é que o país inteiro assistiu a algo que é lamentável, o mal que está a fazer ao filho é inqualificável».

Recusando-se a entrevistar um menor de 15 anos, Ana Leal refere ainda que «não era isso o combinado». «Eu garanto que se eles continuassem eu tinha abandonado o próprio programa, para ter uma ideia. Nunca imaginei. Era um cenário que não estava sequer equacionado. Na cabeça de ninguém isto era possível acontecer. Usar um miúdo, estamos a falar de uma criança de 15 anos», refere.

 

Dinis Carrilho desmente, em direto, agressões do progenitor

Ao entrar em direto, Dinis terá afirmado nunca ter sido agredido pelo pai. Quando confrontado com o auto feito pela PSP, que menciona as agressões de que o adolescente diz ter sido alvo por parte do pai, o filho de Bárbara Guimarães diz nunca ter prestado tais declarações.

Perante isto, Ana Leal refere apenas terem sido revelados factos. «Factualmente nós mostrámos um documento, que é um auto – que são as declarações do Dinis na noite desses acontecimentos – não é uma suposição. É uma coisa factual, em que foi ouvido por agentes da PSP, que estiveram nessa noite em casa da Bárbara, porque ele pediu ajuda à mãe e porque foi agredido na casa do pai e foi pedir ajuda à casa da mãe», acrescenta.

Veja o vídeo aqui.

 

«A divulgação dos vídeos foi algo ponderado»

 

As críticas dividem-se entre a estação de Queluz de Baixo e o pai do menor. Há quem refira a alegada violação dos interesses da criança e quem lamente a não preservação da imagem e interesses do filho, por parte de Carrilho.

«Deviam ter impedido um menor de falar em directo num programa de TV», «TVI novamente no seu lado pior para audiências», «Interrogo-me sobre como é que esta reportagem é consentida, pois viola de forma inequívoca a privacidade e o superior interesse destas crianças», «as reportagens da Ana Leal começaram a ser reality show» e «não pode valer tudo» são algumas das críticas apontadas à TVI, nas redes sociais.

Questionada sobre críticas, Ana Leal defende que era necessário o debate para que, em diversos casos, possam ser tomadas medidas que, até então, sejam desconhecidas.

«Estamos a falar de pessoas, num futuro mães e pais, e crianças que estão nesta situação saberem que há um mecanismo que existe, que é o estatuto de vítima e que podem ativá-lo. E que não foi feito neste caso. Portanto, o debate impõe-se nesta perspetiva. Foi a única forma de nós mostrarmos e provarmos, porque ninguém acreditava se nós não tivéssemos mostrado estes vídeos», assegura.

 

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Apesar de alguns comentários menos positivos, a jornalista da TVI revela que «obviamente que a divulgação dos vídeos foi algo ponderado» e que as opiniões divergem, sendo «maioritariamente positivas». «São no sentido de que isto deveria ter sido feito e que foi bem feito», termina.

Texto: Marisa Simões; Fotos: DR

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