Andreia Rodrigues ou Cláudio Ramos, quem esteve melhor em noite de estreia?

Começou a guerra de audiências entre Andreia Rodrigues e Cláudio Ramos, nas noites de domingo de SIC e TVI. Dois jornalistas da TV 7 Dias viram os programas e analisam os dois apresentadores.

27 Abr 2020 | 14:59
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Os próximos meses serão de embate entre Quem Quer Namorar Com o Agricultor?, de Andreia Rodrigues, e o BBZoom e mais tarde BB2020, de Cláudio Ramos. A disputa começou este domingo, 26 de abril, e Andreia leva vantagem, a começar pelas audiências.

A estreia da terceira temporada de Quem Quer Namorar Com o Agricultor?, na SIC, apostou na continuidade e Andreia Rodrigues não se atreveu a pisar caminhos novos, jogando com as certezas que as duas edições anteriores lhe tinham dado. Novidades mesmo só nos novos participantes.

O canal deu-se bem com isso, como se pode ver pelas audiências, mas é preciso ver que isto é uma maratona e não uma corrida de 100 metros.

Do outro, Cláudio Ramos concretizou finalmente o sonho que durava há 20 anos. Vestiu-se de cor beringela para a estreia na TVI e, num estúdio vazio, apresentou ao país os 18 concorrentes do Big Brother.

Foram duas horas de uma emissão gravada (e não em direto), uma maratona que foi uma verdadeira prova de fogo para o alentejano de 46 anos que, há duas décadas, se dava a conhecer ao país como comentador nas Noites Marcianas.

O positivo de Andreia Rodrigues

  • Empatia com os agricultores e o à vontade demonstrado, sobretudo com a agricultora Catarina Manique.
  • Numa fase em que estamos afastados e privados de afetos, foi bom matar saudades dessa coisa tão tipicamente portuguesa que é o abraço e o beijinho.
  • Ainda que este formato seja gravado, Andreia demonstra saber bem o que tem de fazer à frente da câmara e tirando uma vez ou outra, não se engasgou.
  • A sua forma de estar e a maneira como conduz a conversa, nomeadamente no momento da escolha das pretendentes, consegue fazer com que não se caia na piada fácil e sexista.
  • A escolha do guarda-roupa foi sempre muito adequada a cada situação.

O positivo de Cláudio Ramos

  • Uma coisa é apresentar uma gala de duas horas num estúdio a fervilhar de claques, famílias, entusiastas de reality shows, jornalistas curiosos e olhares familiares. Outra é estar só, num estúdio imenso, a falar para um ecrã. Cláudio fez o que nunca tinha sido feito. E, só por isso, já tem mérito.
  • Cláudio, à semelhança da rainha Teresa Guilherme, não fez gala em esconder a afinidade com alguns concorrentes, em particular com Rui e Sandrina. Um reality show não é um jogo de futebol e Cláudio não é um árbitro. A parcialidade, como Teresa bem o soube demonstrar ao longo de duas décadas, espicaça o público e os concorrentes. Bem jogado.
  • A nega de Soraia a Hélder foi um dos melhores momentos da noite. E a indisfarçável satisfação que Cláudio teve a dar a notícia ao concorrente de Santa Maria da Feira tornou esse instante ainda mais divertido.
  • O olhar intrigado perante o discurso estapafúrdio do «um pouco homofóbico» Pedro Alves já se tornou um meme. A elegância com que Cláudio conduziu a conversa com o jovem de Penafiel é a prova concretizada da maturidade do apresentador.
  • Tal como a mestra, Cláudio sabe a história de vida dos concorrentes na ponta da língua. Não me recordo sequer de o ter visto consultar os cartões.

O lado negativo de Andreia Rodrigues

  • Poderia dizer-se que em comparação com Cláudio Ramos, lhe falta a pressão do direto, mas afinal a TVI também apostou na segurança da gravação, ou falso direto, como lhe queiram chamar.
  • Apresentação sem falhas, mas podia inovar na forma como conduz as conversas e ser aqui e ali, um pouco mais atrevida.
  • Intervém menos no programa do que o seu «rival» da TVI.
  • Nem todos os concorrentes são agricultores, como é o caso do professor de equitação de Rio Maior – podiam ter escolhido mais uma agricultora para este lugar.
  • Tal como nas edições anteriores, às vezes nota-se que as pretendentes estão a seguir um guião. Podiam e deviam disfarçar melhor esta parte, pois retira credibilidade ao programa.

O lado negativo de Cláudio Ramos

  • A cor do fato escolhido por Cláudio Ramos não foi a mais feliz. Num estúdio dominado pelos azuis e roxos, impunha-se algo mais alegre. O casaco com dupla fileira de botões assentava de forma estranha e parecia prender os movimentos do apresentador
  •  Faltou música ambiente em muitos momentos de conversa ou monólogo. O erro foi corrigido ao longo da emissão mas houve alturas verdadeiramente dolorosas.
  • A TVI nunca disse que a gala iria ser transmitida em direto. Mas nunca disse o contrário. Construir uma emissão, ao longo de uma tarde inteira, com falsos diretos, contagens decrescentes, para culminar num programa que estava previamente gravado, parece-me no mínimo bizarro. E é inevitável pensar: como se sairá Cláudio quando não tiver a segurança do ‘corta’?
  • BB Zoom – A Avaliação, em que os concorrentes dão notas às conversas que tiveram previamente, é um processo doloroso de ver. Cláudio aguentou-se à bomboca, mas… não seria de valor ter alguém a apoiá-lo em estúdio, pelo menos nesta fase? É que é um desperdício ver Maria Botelho Moniz só entrar tão tarde no ar.
  • O segredo é a alma do negócio e, vá-se lá saber porquê, a TVI decidiu dar o ouro todo ao bandido. Cláudio debitou todos os dramas dramáticos dos concorrentes, deixando-nos com a sensação ‘ok… e agora?’. Tudo bem que isto não é a Casa dos Segredos mas podiam ter guardado alguma coisa para depois.

Veredito:

Andreia Rodrigues está segura – nas audiências e na experiência que tem do seu formato – e recusa mandar-se para fora de pé à procura de novos caminhos. Cláudio Ramos estreou-se em quase tudo, e raramente acusou o toque. Não fosse o falso direto e teria levado vantagem. Tirando as audiências, que penderam para a SIC, há um empate técnico entre as estreias.

 

Texto: Luís Correia e Raquel Costa

 

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