Anselmo Crespo: «Uma estação como a TVI não pode ambicionar menos do que ser líder»

Anselmo Crespo, o diretor de Informação da TVI, falou sobre as mudanças que estão previstas para breve no segmento informativo do canal de Queluz.

16 Set 2020 | 11:55
Anselmo Crespo
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Anselmo Crespo está focado na inovação e em conquistar a liderança das audiências, como resultado da reaproximação da informação aos telepectadores que assistem ao canal generalista.

O diretor de Informação da TVI estreou no domingo passado, 13 de setembro, o novo estúdio de informação que explicou, em entrevista ao Público, ter uma «capacidade de se adaptar a circunstâncias diferentes, criar novos ambientes».

«É um estúdio a 360 graus: a mesa principal tem três posições e cria outros tantos cenários. Será para o Jornal da Uma e das 8 da TVI e a noite da TVI24. Tem da tecnologia mais avançada da realidade aumentada, o tamanho das LED walls permite contar histórias de forma mais interessante e mais clara, dando maior relevo aos pivots, que não são meras figuras sentas à mesa a ler o teleponto. O estúdio vai permitir-lhes trabalhar parte da informação que não está nas reportagens. Uma das novidades tecnológicas é sermos os primeiros em Portugal a ter QR Code em TV. O espectador pode apontar a câmara do telemóvel para o QR Code do ecrã em algumas notícias e ser direccionado para o site da TVI24, onde tem mais informação – isto é acrescentar valor», explica.

Mas a inovação não passa apenas pelo espaço físico em que a informação circula, mas também pela forma como a mesma é apresentada, resultado da adoção de uma nova estratégia de informação. Anselmo Crespo fala sobre «uma informação popular, que é a que interessa ao maior número de pessoas possível, porque, independentemente das classes que as audiências segmentam, a informação de economia, política, sociedade é útil e importante para toda a gente».

Dessa forma, o diretor de Informação da TVI pretende deixar para trás a «era Moniz», em que a Informação conduzida por Manuela Moura Guedes – e assente no antipoder – e as investigações da jornalista Ana Leal ‘abafaram’ o informação popular.

Anselmo Crespo quer asssim que a informação popular vingue, ao invés da informação «popularucha» e «sensacionalista».

 

«Uma estação como a TVI não pode ambicionar menos do que ser líder»

A ideia do diretor de Informação da TVI é também que o contexto informativo não seja assente apenas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, mas referente a todo o País, e apostando em ter «mais contexto, mais enquadramento», ou seja, «acrescentar valor à informação».

Para o chefe de Informação é importante também voltar a ser a referência de outrora, pois «uma estação como a TVI não pode ambicionar menos do que ser líder».

«O Rangel quando abriu a SIC, distinguiu-se da RTP fazendo uma informação popular: tinha o país todo lá representado. Quando a SIC apareceu havia a expressão do “Olhá SIC” e a TVI depois roubou-lha. As pessoas passaram a dizer “Olhá TVI” ou “eu vou chamar a TVI” porque acham que uma TV é a referência delas», disse, acrescentando que, hoje em dia, «as pessoas ligam para o Correio da Manhã e não ligam para a SIC ou a TVI.»

 

Mudanças na TVI24

Com a ambição de tornar a estação líder, Anselmo Crespo resolveu apostar também numa renovação dos pivots, nomeadamente na TVI24. No Diário da Manhã podemos ver Pedro Carvalhas e Sara Sousa Pinto e nas noites da Informação vemos a dupla Carla Moita e João Póvoa Marinheiro.

«A partir de janeiro relançamos a nova TVI24. Conceptualmente, é um canal de notícias, ponto. Isso significa dar primeiro, estar primeiro, mais comentário, mais análise, mais entrevista, mais valor acrescentado», termina.

Texto: Marisa Simões; Fotos: DR e Reprodução Instagram
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