As contradições de Ana Raquel

As confissões da concorrente mais polémica de Casados à Primeira Vista.

16 Nov 2019 | 18:50
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Em O Programa da Cristina, a aveirense falou sobre a sua experiência traumatizante ao tentar encontrar o amor, mas acabou por se contradizer no discurso. À saída do estúdio a TV 7 Dias “apanhou” Ana Raquel, a irmã e Marta Rangel, contentes por ir a um encontro dos ex-casados.

No passado dia 4 de novembro, O Programa da Cristina apresentou Ana Raquel como “a concorrente mais polémica”.

Cristina Ferreira recebeu-a e colocou-a à vontade na sua casa. Depois de uma conversa íntima, a TV 7 Dias encontrou muito bem dispostas as duas irmãs aveirenses e Marta à saída dos estúdios. Foram juntas e assistiram ao programa para depois irem almoçar com Paulo, Lucas e Pedro Pé-Curto.

Se a ideia inicial era limpar a imagem da participante vista como “a vilã”, como chama a comunicadora, a Ana Raquel acabou por se contradizer em alguns aspetos no seu discurso. Solteira há cerca de 6 anos, a aveirense foi convencida a concorrer ao concurso pelas amigas na tentativa de encontrar a pessoa “perfeita”. Depois de vários inquéritos respondidos, o match foi achado pela produção mas para Ana Raquel foi uma experiência «traumática», confessou.

A primeira controvérsia acontece logo aí. Inicialmente, a ex-casada pensava que estava à procura do amor.

«Pensei que sim, que andava à procura, que sentia falta de alguém», contou, sem manter um contacto direto aos olhos de Cristina Ferreira. Mas logo após conhecer o seu ex-marido pensou: «Oh Paulo dá-me dois beijinhos mas eu vou-me embora.»

Durante toda a conversa, os nervos da entrevistada passaram para o pequeno ecrã. Todo o silêncio ao redor das duas foi transmitido para fora, enquanto a câmara lentamente focava-se nas palavras e em toda a movimentação gestual entre Cristina e a Ana Raquel.

Outra contradição passível de observar remeteu-se ao passado. No início da conversa íntima com a apresentadora, é falado de «um segredo». A ex-candidata rapidamente corta as pernas a Cristina dizendo que não quer falar sobre o assunto por uma questão de respeito aos seus antigos companheiros. Contudo, assume que não existem “fantasmas” a assombrá-la.

Posteriormente, no decorrer da conversa, por diversas vezes o discurso apresentado pela ex-concorrente, durante não só os episódios do programa como na visita à casa da estrela da SIC, é visto como algo típico da sua personalidade, como a sua genuinidade e não como a «má educação» reconhecida pelo público. «Eu não sou mal educada de gema», afirma, mas não se considera «azeda», completou.

Outro aspeto a contestar é o fator idade do companheiro. Se inicialmente a irmã de Inês confessou desejar alguém com uma idade próxima da sua, por não querer «um surfista», posteriormente menciona que não sabe o que é estar com alguém mais velho. E acrescenta que poderia ganhar alguma experiência e evoluir como pessoa.

«Não sei se cresceria com essa pessoa», sublinha. Ainda sobre o mesmo tema, em um dos momentos mais traumatizantes, que decorreu logo no primeiro episódio, quando a caminho do altar, Ana Raquel repara no tronco do seu futuro marido.

Na altura, conseguiu perceber de imediato que se tratava de uma postura de uma pessoa mais envelhecida. Foi aí que começou o declínio de um futuro sem sucesso. A candidata sentiu-se enganada pela produção que tinha prometido encontrar-lhe o amor, ou pelo menos 80% de match, como descreve Ana: «e 80% para mim é muito. Fui toda iludida, pensei vai aparecer alguém que realmente satisfaz os meus critérios, independentemente de ser novo ou velho.»

No caso de não lhe calhar um jovem de 20 anos, a aveirense equipara o Paulo ao seu pai. Não só pela idade mas por todas as atitudes e apoio que este lhe prestou. «Os conselhos que ele me dava era tudo como o meu pai me dá», confidenciou. Inclusive mencionou, em direto, que a noite de núpcias foi passada sentada ao lado do ex-marido na cama a conversar durante horas.

Outro aspeto a realçar é evidenciado pela própria apresentadora, nomeadamente, o contraste entre a imagem da Ana Raquel e a imagem de Paulo. Por um lado, Cristina Ferreira identifica a «boa pessoa» que o Paulo apresentou, por nunca a ter respondido, por não ter levantado a voz, por outro lado, o lado “agressivo” da companheira.

Em sua defesa, a entrevistada revela que se pudesse voltar atrás teria sido mais amável pois não tinha noção «deste impacto todo e que só passassem as coisas más», afiança. Alega, ainda, que também houve «coisas boas» e que estas não foram transmitidas pela SIC.

«O Paulo sempre soube desde o inicio que não valeria a pena arriscar comigo porque eu fui sempre o mais sincera possível com ele», lembra a irmã de Inês, mas diz-se ter fechado «em copas» com a justificação de que tinha medo de o magoar. «O meu medo é que ele gostasse de mim e depois eu o magoasse mesmo no coração.»

Depois da entrevista, Ana Raquel, Inês e Marta Rangel, juntaram o útil ao agradável e deslocaram-se à margem sul, rumo à barbearia do colega Lucas para confraternizaram durante um almoço alegre com os ex-concorrentes de Casados à Primeira Vista, da segunda temporada.

Texto: Carolina Sousa; Fotos: D.R., Arquivo Impala

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