Ator de “Bem me Quer” abre o coração sobre a morte da mulher: “Dói muito”

Pompeu José, o avô de Maria Rita em “Bem me Quer”, perdeu a mulher em 2006. Apesar do trágico episódio, o ator garante não ter medo da morte.

07 Nov 2020 | 22:20
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Pompeu José está a dar cartas na novela “Bem me Quer”, mas esconde um episódio marcante na sua vida pessoal. Foi em conversa com Manuel Luís Goucha, no programa “Você na TV!”, que o pastor Honório da novela da TVI falou abertamente sobre a morte da mulher, ocorrida em 2006.

Questionado sobre o desaparecimento da sua companheira, o ator, de 63 anos, abriu o jogo. “É a vida. Dói muito, mas é como tudo. Temos de ter a capacidade de retomar. É uma perda muito grande e sentimos sempre que é uma perda enorme nas nossas vidas”, admitiu Pompeu José, que conheceu a mulher em Tondela, em 1987. Deste casamento nasceu um filho, Afonso, atualmente com 21 anos.

Apesar do difícil momento que atravessou, o avô de Maria Rita (Kelly Bailey) em “Bem me Quer” encara a morte como um “ciclo” natural da vida: “Não tenho medo da morte no sentido em que sei que há um ciclo. Só se justifica cá andarmos porque caminhamos em direção a um fim”.

Pompeu José encontrou num “ritual diário” um subterfúgio para seguir com a sua vida avante. “Todos os dias vou ao espelho antes de ir para a cama e tenho de tenho de rir de qualquer coisa, e quando me levanto a primeira coisa que tenho de fazer é rir. Vou-me encontrando comigo próprio e temos de estar bem connosco”, confidenciou Pompeu José, que realçou ainda a importância de encontrar “uma grande tranquilidade” na vida, “mesmo perante um caso difícil” como o seu.

 

O apoio do filho e dos habitantes de Tondela

 

Durante a entrevista, o ator destacou ainda o apoio incondicional que recebeu dos habitantes de Tondela. “Também aí a comunidade foi a grande ajuda que tive. A aceitação que tive em Tondela, um meio pequeno…”

E citou um exemplo: “Houve pais de um colega do Afonso, quando ele era pequeno, que o levaram de férias para o Algarve porque na altura eu não tinha a possibilidade de o fazer. Que me ajudavam se precisasse de alguma coisa, que me acompanhavam e é bonito agora que essa comunidade me veja vir a Lisboa e vive comigo esta alegria, de ser reconhecido, de vir trabalhar a um sítio grande… É partilhar com eles também. A minha profissão é a minha vida”.

É embevecido que Pompeu José falou ainda do filho, Afonso. O jovem decidiu seguir as pisadas do pai ao querer enveredar pelo mundo da representação.

“É um amigo. Ele tem 21 anos, ainda conversamos de mão dada, ainda damos um abraço antes de ele se ir deitar. Aquele corte que normalmente naquela idade um adolescente faz com o pai, principalmente, nós mantivemos uma relação de amizade e de partilha até hoje”, exprimiu.

 

Texto: Alexandre Oliveira Vaz; Fotos: reprodução redes sociais

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