Bárbara Branco reflete no fim de Flor Sem Tempo: “Diverti-me tanto”

Não se lembra de um dia mau, apaixonou-se por Vítor Silva Costa e divertiu-se a fazer de Catarina, em Flor sem Tempo. Bárbara Branco recorda todo o percurso desta novela.

23 Mar 2024 | 7:09
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Flor Sem Tempo, SIC, chega ao fim esta semana e Bárbara Branco, que deu vida a Catarina, não podia estar mais satisfeita com o projeto que protagonizou.

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Em conversa exclusiva com a TV 7 Dias, a atriz recordou os dias de gravação intensa e como foi “bom gravar” com o seu núcleo. “Acabei de gravar em Julho. Vou acompanhando a história, gostei tanto de gravar, há algumas cenas que me ficaram na memória na altura que tive curiosidade de ver. A Catarina é uma personagem como todas as outras, em que está mais em baixo, noutras fases mais leve, mais feliz. Tive a oportunidade de explorar uma data de coisas e acima de tudo de trabalhar com atores que eu admiro muito e com quem foi um gosto enorme construir esta personagem. Não é só construção individual, também é fruto dos outros atores e dessa ligação entre todos. Foi muito divertido gravar e construir a Catarina”, sublinha a atriz, à margem de um dos desfiles de A Moda Lisboa.

A química entre a família Valente foi conseguida desde o início e Albano Jerónimo, que fazia de Jorge, foi o grande culpado para tal acontecer. “Nós não nos conhecíamos antes deste projeto, mas tivemos logo um primeiro ensaio com o Albano e acho que foi graças a ele que as coisas se desbloquearam mais facilmente. Éramos os quatro, eu, a Lara Chelinho (Marta), o João Maneira (Tozé) e a Mariana Cardoso, todos jovens e estávamos com o nervosismo normal de um jovem quando está num projeto com responsabilidade e que quer fazer bem. Acho que foi o Albano que nos trouxe essa coisa divertida, que nos ajudou a aliviar esse nervosismo inicial e que nos pôs muito à vontade. Foi uma ambiente logo muito fácil de construir desde princípio. Felizmente manteve-se até ao final”, partilha de sorriso nos lábios.

Com o final a aproximar-se a passos largos, e tal como a TV 7 Dias já lhe tinha revelado, Catarina entrega-se finalmente a Vasco e parte com ele em busca da sua felicidade. Quando perguntamos a Bárbara Branco se esse era o final merecido, a atriz desvaloriza. “Não gosto de reduzir ao ‘com quem é que ela fica no final’. Não é sobre isso. Esta personagem teve meses e meses de emissão a lutar para ser feliz, para dar uma vida digna aos irmãos, reduzi-la a com quem fica no final, parece-me bastante redutor e pouco para a personagem que é. Tem muitas dimensões e acima de tudo neste final, o que gostei de sentir foi que ela lutou até ao fim para que estes irmãos ficassem felizes, independentemente de ter desaparecido o pai, a mãe estar presa…”, afirma. Para ela o mais difícil nos longos meses de gravação foi a “gestão de cansaço”. “Necessariamente, como protagonista passamos muitas horas a gravar. Mas quando o ambiente é bom, o pessoal é profissional, trabalhamos bem e nos damos bem em grupo, mesmo esse cansaço acaba por se desvanecer e por não ser nem um peso nem um fardo. Diverti-me tanto que não consigo dizer ‘aquele dia foi mau’. Acho que nunca tive um dia mau a gravar esta novela”, sublinha.

O mesmo não pode dizer a personagem, que passa pela morte do pai e por muitos outros dramas. “As cenas mais pesadas são sempre mais difíceis porque trazem ao de cima coisas que nem sempre gostamos de sentir. A cena da morte do pai da minha personagem, é sempre um momento duro de recriar e são emoções difíceis de trazer para cena. Mas lá está, é o meu trabalho. Todos nós sentimos tristeza, alegria, euforia, saudade, as emoções não deixam de ser minhas apesar de não recorrer a memórias afetivas nenhumas. Passa por um trabalho de imaginação.”

Flor sem Tempo deu-lhe bons colegas de trabalho, mas também um amor. A atriz apaixonou-se por Vítor Silva Costa, que dá a vida a David, e os dois mantém um namoro discreto. À nossa revista explica porquê. “Não posso falar por mais ninguém, posso falar por mim. Deixou de me fazer sentido expor a minha vida pessoal porque lá está, é uma coisa minha, sagrada, e o que eu tenho mais sagrado não quero nem preciso de partilhar. Estou numa fase em que me resguardo, protejo a minha privacidade, vida, família, amigos…”, termina.

Texto: Ana Lúcia Sousa (ana.lucia.sousa@worldimpalanet.com); 
Fotos: Divulgação SIC e Tito Calado

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