Cantora recusa assinar CONTRATO POLÉMICO e já não vai à Eurovisão!

A ucraniana Maruv foi eleita representante do seu país na Eurovisão, mas tal não se vai concretizar. Entre outras cedências que teria de fazer, está o cancelamento de concertos na Rússia.

27 Fev 2019 | 11:11
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A reunião entre a cantora Maruv e a estação pública de televisão ucraniana, a UA:PBC, durou sete horas, insuficientes, ainda assim, para se ter chegado a um acordo entre ambas as partes.

A artista fora eleita, no sábado, dia 23, representante do seu país na edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, num concurso semelhante ao Festival da Canção organizado pela RTP, mas não vai usufruir da oportunidade, uma vez que, argumenta Maruv, recusou assinar um contrato com cláusulas com motivações políticas.

 

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Esse acordo, que alegadamente teria de ser firmado nas 24 horas seguintes, impediria a intérprete do tema Siren Song de dar concertos na Rússia, devido aos conflitos diplomáticos e militares entre as duas nações, ela que já tinha prevista uma série de espetáculos naquele país. Ainda assim, estaria disposta a cancelá-los.

«As principais diferenças», explica a própria no Facebook, «foram causadas por outras cláusulas do acordo», entre as quais a cedência de direitos de autor da sua canção, impossibilidade de improvisar sem aprovação prévia, obrigação de aceitar todas as exigências que lhe seriam feitas e proibição de falar com a imprensa sem autorização da estação. «Se eu assinasse [o contrato], [estas cláusulas] tornar-se-iam escravizantes para mim», afirma, falando mesmo em «censura».

 

 

«Sou uma cidadã da Ucrânia, pago impostos e sinceramente amo a Ucrânia. Mas não estou disponível para me dirigir [ao público] com slogans, transformando a minha participação no concurso em promoção dos nossos políticos. […] Peço-vos para aceitarem esta situação e não entrarem numa onda de confrontação», acrescenta.

 

Televisão pública e Ministério da Cultura de mãos dadas

 

Em comunicado, a UA:PBC defende que o representante da Ucrânia na Eurovisão se torna «embaixador cultural da Ucrânia e apresenta, não só a sua música, mas também expressa a opinião da sociedade ucraniana no mundo». O Ministério da Cultura ucraniano afina pelo mesmo diapasão: no Eurofestival devem participar somente «patriotas que estejam conscientes das suas responsabilidades».

 

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Entretanto, escreve a imprensa internacional, a estação pública de televisão da Ucrânia já terá começado as negociações com outro participante do concurso que promoveram com o intuito de defender as cores do seu país na Eurovisão. Será já em maio, em Telavive, na sequência da vitória da israelita Netta, com o tema Toy, no ano passado, no primeiro certame realizado em solo português.

 

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Texto: Dúlio Silva | Fotografias: reprodução Facebook

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