Carolina Deslandes faz revelações sobre nascimento de filho: «estava cheio de tubos»

Carolina Deslandes revelou episódio traumático relacionado com o nascimento do filho mais novo, Guilherme. «Durante meses acordava em pânico porque sonhava com isso», conta.

13 Dez 2019 | 12:10
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Carolina Deslandes fez uma confissão sobre o nascimento do terceiro filho, Guilherme, que apanhou todos de surpresa. Através das redes sociais, a cantora aproveitou a data em que o mais pequenino da família comemora um ano para contar um episódio que ainda hoje a faz «acordar em pânico».

Quando Guilherme nasceu, Carolina Deslandes e Diogo Clemente viveram momentos de aflição. O filho mais novo do casal foi levado por uma pediatra do hospital e durante seis horas a cantora esteve em pânico por não saber o que tinha acontecido com o filho que tinha acabado de nascer.

«”Olá o meu nome é Dra. Ana, sou a pediatra de serviço no hospital esta noite e eu vou ter de levar o seu filho”, no meio de perguntar o que é que se passava, e chorar ao mesmo tempo enquanto me levavam o meu filho acabado de nascer, só conseguia gritar ao Diogo “Vai com ele! Não o largues, vai com ele!”», foi assim que Carolina iníciou o desabafo com os seguidores.

Depois de repetir «a mesma pergunta um milhão de vezes» e de lhe ser dito que o filho «precisou só de receber um bocadinho de calor» e que passados alguns minutos regressaria para junto dela, a cantora percebeu que algo de muito errado estava a acontecer.

«Passaram 6 horas. As mais longas da minha vida. Posso-vos dizer que acabada de fazer uma cesariana, a terceira, eu sentia-me capaz de correr e ir ter com o meu filho. Porque sentia-o a chamar por mim. Fui até aos cuidados intensivos e lá estava ele. Dentro de um aquário, cheio de tubos de todas as cores», revela.

 

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“Olá o meu nome é Dra. Ana, sou a pediatra de serviço no hospital esta noite e eu vou ter de levar o seu filho”, no meio de perguntar o que é que se passava e chorar ao mesmo tempo enquanto me levavam o meu filho acabado de nascer só conseguia gritar ao Diogo “Vai com ele! não o largues, vai com ele!”. Depois disto coseram-me e levaram-me para o recobro. Eu repeti a mesma pergunta um milhão de vezes “O que é que se passa com o meu filho? Porque é que não me trazem o meu filho?” E toda a gente trocava olhares e respondia “precisou só de receber um bocadinho de calor, daqui a 20 min trazem-no.” Passaram 6 horas. As mais longas da minha vida. Já chorava sem esforço e perguntava ao Diogo se ele achava que o nosso filho achava que tinha sido abandonado por não estar perto da mãe, por não estar a ser amamentado, por não estar comigo. 6 horas depois senti os dedos dos pés e levantei-me. Posso-vos dizer que acabada de fazer uma cesariana, a terceira, eu sentia-me capaz de correr e ir ter com o meu filho. Porque sentia-o a chamar por mim. Fui até aos cuidados intensivos e la estava ele. Dentro de um aquário, cheio de tubos de todas as cores. “Porque é que me mentiram?” Dizia eu “Disseram que ele só vinha receber calor”. Fiquei naquelas poltronas horas. Já me deixavam pegar nele ao colo e eu ficava la o máximo tempo que era possivel. Quando me mandavam descansar eu esperava que toda a gente adormecesse e metia-me na cadeira de rodas e ia sozinha. Foram 8 dias de cuidados intensivos. Depois viemos para casa e como os meus filhos mais velhos estavam doentes, não puderam estar em contacto com o Gui. Passamos o Natal e a passagem do ano sozinhos, agarrados,colados um ao outro para compensar o tempo perdido. Durante meses, muito mais do que gosto de admitir, acordava em pânico porque sonhava com isso. A mesma voz, no meu ouvido “Olá o meu nome é dra. Ana” e ia a correr ver se o meu filho estava a respirar. Acho que passado um ano estou melhor, mas de vez em quando os nossos olhos cruzam-se numa brincadeira e eu volto a ve-lo, num aquário com fios de todas as cores. Meu Guilherme, nasceste com pressa de amar e ensinar coisas. Foste a maior certeza que tive na vida (…)

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Revoltada com a mentira que lhe contaram, Carolina teve que aceitar que o filho mais novo teria de estar longe de si para recuperar. Durantes horas e dias, a cantora esteve sempre ao lado de Guilherme, mesmo quando lhe diziam que precisava de descansar. «Quando me mandavam descansar eu esperava que toda a gente adormecesse e metia-me na cadeira de rodas e ia sozinha», conta.

Passado o susto, Carolina e Diogo levaram o filho mais novo para casa mas, por terem os filhos mais velhos, Santiago, de três anos, e Benjamim, de dois, doentes, não poderam estar todos juntos. Por essa razão, a cantora conta que passou o Natal e a Passagem de Ano apenas com o mais pequenino. «Passámos o Natal e a Passagem do Ano sozinhos, agarrados, colados um ao outro para compensar o tempo perdido.»

O pânico, o medo e a revolta foram tais que «durante meses [Carolina] acordava em pânico porque sonhava com isso». «A mesma voz, no meu ouvido “Olá o meu nome é dra. Ana” e ia a correr ver se o meu filho estava a respirar. Acho que passado um ano estou melhor, mas de vez em quando os nossos olhos cruzam-se numa brincadeira e eu volto a ve-lo, num aquário com fios de todas as cores», confidencia.

 

Seis testes de gravidez negativos

Carolina aproveitou para revelar ainda que antes de saber que estaria grávida de Guilherme fez seis testes de gravidez e todos deram negativo. «Fiz 6 testes de gravidez negativos mas eu sabia que tu estavas na minha barriga. Já toda a gente achava que eu estava maluca. Mas deixa la, quando uma mãe sabe, sabe», refere.

Texto: Marisa Simões; Fotos: Reprodução Instagram
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