Caso Hélder: Discurso de ódio deve ser «erradicado» e não «motivo de espetáculo»

Em declarações exclusivas à TV 7 Dias, a associação ILGA Portugal reage ao mediático caso protagonizado por Hélder, concorrente de Big Brother 2020 que teceu afirmações de teor homofóbico.

14 Mai 2020 | 10:50
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É o assunto dominante na casa de Big Brother 2020 e cá fora, onde proliferam, através das redes sociais, milhares de opiniões de espectadores. Em causa estão as afirmações de teor homofóbico proferidas por um concorrente. Entre outras coisas, Hélder Teixeira declarou que prefere «ser mulherengo» do que homossexual, o que o levou a ser sancionado pela produção do reality show da TVI. Está agora nas mãos do público a sua permanência ou expulsão da casa mais vigiada do País.

Contactada pela TV 7 Dias, a ILGA Portugal reage ao caso que está a dividir os portugueses que consideram que este participante tem atitudes homofóbicas dos que defendem precisamente o contrário.

A mais antiga associação portuguesa de defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros (LGBT) começa por lembrar que, «na televisão em geral e também nos reality shows, é importante haver uma representatividade da diversidade do tecido social e há que reforçar essa urgência». E defende: «Neste caminho, quaisquer formas de discriminação e de discurso de ódio devem ser determinantemente contrariadas e erradicadas quer no processo de definição dos conteúdos quer, na prática, neste caso, pelas pessoas concorrentes e apresentadoras, pela produção e responsáveis do canal televisivo.»

«Reforçamos: devem ser contrariadas e erradicadas, ao invés de serem transformadas em mais um motivo de espetáculo», sublinha a ILGA Portugal, sem nunca comentar concretamente as polémicas declarações.

A associação considera ainda que, «numa altura de isolamento e consequente acrescida vulnerabilidade social», é «importante que os órgãos de comunicação social tenham um papel pedagógico e de inclusão, caso contrário estarão veicular estereótipos e estigmas sem direito ao contraditório, aprofundando desigualdades e contribuindo para potenciais situações de violência.»

A ILGA Portugal remata dizendo estar «a compilar os vários acontecimentos e desenvolvimentos deste e de outros programas» para que, tal como fez «noutras situações», utilize «os mecanismos oficiais de alerta, sensibilização e denúncia sempre e quando necessário».

 

Discriminação continua elevada na Europa

 

De acordo com um estudo publicado esta quinta-feira, o maior que a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia já realizou, 43% das pessoas LGBTI sentiram-se discriminadas nos 12 meses anteriores ao inquérito, número que mostra um aumento de seis pontos percentuais em comparação com a última pesquisa, feita em 2012. Além disso, houve duas vezes mais pessoas transgénero e intersexuais a reportar ataques no último ano, sendo que metade delas afirma ter dificuldade em sustentar-se.

 

Leia todas as conclusões deste estudo aqui.

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotografias: reprodução TVI e redes sociais

 

 

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