Caso Maddie: Ex-namorada do suspeito garante que ele sabe o que aconteceu à menina

Anastasia Meckesy diz que Christian Brueckner lhe confessou que sabia o que tinha acontecido a Maddie. Mulher diz que o principal suspeito é um “porco humano”.

24 Abr 2022 | 16:00
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O caso Maddie McCann continua a dar que falar. Quinze anos depois do desaparecimento da menina inglesa da Praia da Luz, no Algarve, continuam a surgir novos dados na investigação.

Depois do principal suspeito, o alemão Christian Brueckner, ter sido constituído arguido, uma ex-namorada do homem deu uma entrevista ao jornal britânico The Sun e garante que ele lhe disse que sabia o que tinha acontecido a Maddie, que tinha apenas três anos quando desapareceu do quarto onde estava a dormir com os irmãos. Anastasia Meckesy afirma que Christian Brueckner lhe confessou saber “o que aconteceu com a pequena Maddie da Inglaterra” e descreve o ex como um predador sexual infantil e um “porco humano”, que a tratava como uma escrava sexual.

Esta mulher, de 34 anos, contou que o alemão a obrigou a vestir-se como uma colegial, que foi com ele a um clube de swing (troca de casais) e que parecia odiar mulheres. Sobre Maddie, Anastasia afirma: “Ele disse que ela ‘provavelmente foi entregue’ a alguém depois de ser levada e que, se ainda estivesse viva hoje, já a teriam encontrado. Tínhamos falado sobre o caso, porque a polícia local queria interrogá-lo. Ele estava nervoso e parecia stressado”. A ex-namorada de Christian Brueckner diz ainda que este lhe revelou que, na altura em que a menina inglesa desapareceu, morava no Algarve e que, por isso, era alvo de suspeitas.

Brueckner é constituído arguido e pais de Maddie reagem

Na semana passada, Christian Brueckner foi constituído arguido pela Comarca de Faro do Ministério Público no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, em 2007, na praia da Luz, no Algarve. O alemão está a cumprir pena de prisão na Alemanha, por um crime de natureza sexual.

Kate e Gerry McCann, pais de Maddie, já reagiram através de comunicado. “Isto reflete o progresso na investigação conduzida pelas autoridades portuguesas, alemãs e britânicas. Mesmo que a possibilidade seja pequena, não perdemos a esperança de que Madeleine ainda esteja viva e nos reencontraremos com ela”.

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: D.R.

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