Cláudio Ramos conta tudo sobre o dia em que Cristina o convidou para o novo “Big Brother”

Cláudio Ramos assume que foi “apanhado de forma inesperada” por Cristina Ferreira quando esta o convidou para apresentar “Big Brother – Duplo Impacto” ao lado de Teresa Guilherme.

04 Nov 2020 | 10:50
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Nem Cláudio Ramos imaginava que regressaria tão cedo ao palco dos reality shows. Para surpresa de todos, inclusive do próprio, o apresentador foi convidado por Cristina Ferreira para conduzir a próxima edição do “Big Brother”, subintitulada “Duplo Impacto”, ao lado de Teresa Guilherme. Agora, conta tudo sobre o dia em que a Diretora de Entretenimento e Ficção da TVI o deixou boquiaberto.

Numa crónica para uma publicação semanal, Cláudio Ramos começa por constatar que “a televisão está a mexer” e assume que ficou “surpreso e feliz” quando Cristina Ferreira o convidou para regressar à condução do pai de todos os reality shows.

Fui apanhado de forma inesperada. Pensava que ia para a reunião para outra coisa e de repente um reality. O regresso ao palco do ‘BB’ com a Teresa. Uau! Liguei logo a uma amiga minha e disse-lhe: ‘Vês, quem nos haveria de dizer isto quando, sentados num banco da praça, imaginámos o meu futuro? Isto não imaginámos nunca, porque nunca pensámos ser possível!'”, revela.

 

Cristina avisou: “Não quer isto dizer que não voltes aos realities”

 

Cláudio Ramos conta ainda, no texto publicado pela TV Mais, a forma como Cristina Ferreira e João Patrício lhe contaram que ia ser substituído por Teresa Guilherme no “Big Brother – A Revolução”. E, já aí, os dois diretores deixaram no ar um possível regresso a este género de formato televisivo. Mas o apresentador não ficou convencido.

“Depois de me ter sido explicado porque não faria o ‘BB – A Revolução’, entendi e segui em frente. Não sou de ficar a bater em teclas gastas, não me levam a lado nenhum. Mas também é verdade que, na mesma reunião, a Cristina e o Patrício me disseram: ‘Não quer isto dizer que não voltes aos realities’. Pensei que estariam a dizer isso ‘só porque sim’, mas a verdade é que não. E, por isso, o regresso ao grande formato de domingo agradou-me bastante em todos os aspetos”, afirma.

E continua: “Volto mais cedo do que imaginava! É um desafio? Enorme! Estou ali com a responsabilidade de dividir o palco com a Teresa, com quem já trabalhei há muitíssimos anos em outros moldes. Estamos todos diferentes. Estamos agora de igual para igual num programa que todos querem ver. ‘Vamos divertir-nos e entreter as pessoas’ foi a primeira coisa que dissemos um ao outro. E é o que farei.

 

“Será um desafio encontrar a dinâmica certa com a Teresa? Claro que sim”

 

Cláudio Ramos assume que, “claro”, “existirão dificuldades” no desafio que terá em mãos no início de 2021, mas salienta que entra “neste programa com o corpo inteiro mergulhado e cheio de orgulho de estar dentro dele”.

“Será um desafio encontrar a dinâmica certa com a Teresa? Claro que sim. Mas o maior desafio é prender cada um dos espectadores ao ecrã. E é para cumprir esse desafio, e não dececionar quem apostou a sério no meu nome, que me levanto a cada manhã e entrarei em estúdio a cada noite de domingo. Não sei ser de outra maneira”, 

 

Cláudio Ramos: “Nem sequer vos posso dizer que o futuro é bom”

 

Quanto ao que o espera na TVI, Cláudio Ramos é enigmático: “Não vos posso dizer que o futuro é amanhã nem sequer que é bom, porque dele sei pouco. Mas posso dizer que confio na equipa onde estou e que quem me segue não ficará desiludido. A televisão tem esta alma mutante capaz de nos surpreender e querer sempre dar mais. Os tempos são outros. Nós somos outras pessoas.”

Ainda assim, diz-se com “o mesmo entusiasmo” que tinha quando Nuno Santos, na altura Diretor de Programas da TVI e hoje Diretor-Geral do canal, o desafiou a deixar a SIC e rumar a Queluz de Baixo. “Teve a coragem de olhar para mim e ver-me capaz”, vinca, agradecido.

“Entusiasmado, agarrei (com erros e acertos) o começo de um caminho que tem tudo para dar certo e que será muito importante para mim. Continuarei a acertar muitas vezes e a errar outras tantas. Vou gritar? Se me apetecer, grito! Vou cantar? Se me apetecer, canto! Vou falar inglês mal? Se me apetecer, falo. Eu sou o Cláudio, não outra pessoa. E esta imagem que tenho pública – e que é muito colada à real – só passa verdade se realmente for verdade quando estou no ecrã”, refere.

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotografias: reprodução redes sociais

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