Cláudio Ramos leva colegas às lágrimas com adeus em direto: «Não durmo há alguns dias»

Cláudio Ramos marcou presença no Passadeira Vermelha desta segunda-feira para se despedir dos espectadores da SIC. O apresentador muda-se para a TVI.

10 Fev 2020 | 23:34
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Cláudio Ramos escolheu a emissão desta segunda-feira, 10 de fevereiro, do Passadeira Vermelha, emitida em direto na SIC Caras, para se despedir dos espectadores do canal de cabo da estação de Paço de Arcos. Ao lado de Liliana Campos, o apresentador disse «adeus» aos colegas e aos espectadores que o acompanharam ao longo dos últimos 16 anos nesse canal.

«Faço muita questão de estar aqui hoje. Estou na SIC há 16 anos, todos os dias no ar», começou por dizer Cláudio Ramos, que se muda para a TVI para apresentar, a partir de março, a nova edição do reality show Big Brother. «É preciso que se diga que a SIC teve um trato genial nesta saída. O Daniel [Oliveira, Diretor de Programas da SIC] entendeu que eu queria sonhar e fazer outras coisas», disse.

A decisão da mudança, confessou o até agora comentador social, foi «solitária». «Sofri muito estes dias. (…) Gostava muito de vos ter contado, mas não podia porque o meu diretor tinha de ser o primeiro a saber. (…) Não durmo há algum tempo na tentativa de gerir isto da melhor maneira possível. Não queria que ninguém ficasse melindrado comigo», admitiu.

 

«A Cristina foi a melhor coisa que me aconteceu»

 

Cláudio Ramos dedicou ainda palavras a Cristina Ferreira, com quem contracenou nas manhãs da SIC ao longo do último ano. «Serei profundamente grato pela oportunidade que tive ao longo deste ano. Ela foi a melhor coisa que me aconteceu», referiu o apresentador.

Cláudio atribuiu à comunicadora da Malveira a capacidade de ter ido buscar um profissional que nem o próprio sabia existir. «Eu tinha muito medo do que me iria acontecer [quando Cristina Ferreira chegou à SIC]. A Cristina é um furacão, uma mulher cheia de luzes. Tenho consciência de que o que me está a acontecer também é fruto dela», afirmou.

Sobre o futuro, Cláudio sabe que não será «fácil sair de casa de manhã e fazer um caminho que não» o da SIC. Nem estar «com pessoas com quem» criou ligação.

 

«Este programa foi a minha salvação»

 

Cláudio Ramos fez ainda questão de recordar que Passadeira Vermelha, o espaço de comentário social que integra há cinco anos, lhe deu a oportunidade de mostrar um Cláudio Ramos que os espectadores não conheciam.

Além disso, conta que foi a sua «salvação» porque durante este período, passou «pelas piores fases» da sua vida. «Fizemos coisas muito divertidas. Fico orgulhoso porque nós conseguimos, a brincar, fazer uma coisa que eu sonhei a vida toda: que as pessoas olhem para as revistas cor de rosa como uma coisa divertida e profissional».

Antes de sair do ar, perante as lágrimas dos colegas Liliana Campos, Ana Marques, Maria Botelho Moniz e Hugo Mendes, Cláudio Ramos deixou um recado: «Tenho 46 anos. Espero há 20 por algumas coisas. E eu sei que chegamos sempre onde temos de chegar».

 

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Texto: Ana Filipe Silveira; Fotografias: reprodução SIC
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