Colegas de elenco assinalam aniversário de Pedro Lima (EXCLUSIVO)

No dia em que completava 50 anos e que planeava subir ao altar com a sua companheira Anna Westerlund, os colegas da novela “Amar Demais” assinalaram a data num momento emocionante.

20 Abr 2021 | 14:50
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Quando morreu, a 20 de junho de 2020, Pedro Lima estava a gravar a novela “Amar Demais”, da TVI. O ator acabou por ser substituído por Ricardo Carriço, que gravou a novela desde o início, já que não era possível aproveitar as cenas já feitas. Na pele do político Gabriel Villanova, a maior parte das cenas já gravadas eram com Fernanda Serrano, com quem mantinha um caso amoroso no início da trama, mas é o amigo Joaquim Nicolau que faz questão de o recordar neste dia.

“Conhecia-o muito bem e penso muito nele. Ele gostava muito de festejar e sobretudo com a família. Ele era muito familiar. Mas, no dia em que fizer anos, antes de começarmos a gravar direi a toda a equipa para darmos uma salva de palmas em sua homenagem”, teceu.

Agora, dez meses depois do desaparecimento de Pedro Lima, e no dia em que completava 50 anos de existência, o colega de elenco, Joaquim Nicolau, que veste a pele do vilão Peter, chora quando fala do amigo e da tragédia a que assistiu in loco. “O Pedro Lima estava nesse projeto e eu conheço o Pedro desde que ele começou. Quando a NBP arranca o Pedro, o António Pedro Cerdeira eram jovens e eu já fazia direção de atores, estás a ver? Há uma lembrança que fica para lá do dia-a-dia. Foi um abalo para mim a morte do Pedro Lima, e da Fernanda Lapa, que eu respeitava muito como atriz”, começa por dizer em exclusivo à TV 7 Dias, sem esquecer que a pandemia que vivemos pode ter ajudado ao desfecho trágico do colega de elenco.

“Honestamente, a pandemia não foi fácil e pode ter contribuído para o facto de quebrar rotinas, que possam ter influenciado. O facto de estarmos habituados a determinada rotina. Não é por acaso que muitas pessoas quando vão para a reforma vão-se abaixo, pessoas em isolamento vão-se abaixo… Serve o caso do Pedro para nós refletirmos que nada está estampado na testa.”, explica, sem esquecer: “O Pedro era um homem com uma segurança e dignidade terrível, boa. Ele não cometia excessos, tinha um passado desportivo, de dedicação de objetivos. Ele era muito correto. Nunca o vi fazer uma maldade ou patifaria. Eu refleti muito sobre isso e caramba, o ser humano consegue esconder algo que se vai tornar fatal. O Pedro não andava a gritar aos céus que o Mundo e a vida eram horríveis. Nada, nada”, continua. “Ele tinha um sorriso e uma gargalhada únicos. Ainda a consigo ouvir. Devemos ter muita atenção, nada está tão ao de cima como a gente julga, pode estar muito mais escondido. Se calhar não se arranjava solução nenhuma, mas isto faz com que eu esteja mais atento. Deixou-me perturbado. Não estava mesmo à espera, não havia indícios. Como ele era tão forte, cool, com aquilo dentro dele e nunca passou…”, remata Joaquim Nicolau.

Texto: Telma Santos (telma.santos@impala.pt) e Luís Correia (luis.correia@impala.pt); Fotos: Arquivo Impala

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