Com quem vai passar: Viúvo de Maria João Abreu conta tudo sobre primeiro Natal sem atriz

O viúvo de Maria João Abreu, João Soares, vai passar o primeiro Natal desde a morte da atriz na companhia da família que ganhou quando se casou com a artista. O músico recorda a mulher com saudade.

08 Dez 2021 | 16:44
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O viúvo de Maria João Abreu, João Soares, vai viver o primeiro Natal desde a morte da atriz na companhia da família desta (que é também a dele). Em entrevista, o músico revela que este dia “vai ser passado” com os ‘netos’ – por afinidade, já que são os filhos de Ricardo Raposo, fruto da relação da artista com José Raposo. Mas não só.

“Vai ser como tenho passado todos os anos. A família vai reunir-se no Natal. Ainda não sabemos muito bem se vai ser na minha casa, se na casa da mãe da João, mas vamos juntar-nos todos como sempre fizemos desde que esta família existe”, conta o viúvo de Maria João Abreu.

João Soares destaca ainda a harmonia familiar que sempre foi visível, antes e depois da morte da atriz. “A maneira de ser da João era assim, era agregadora, era cuidadora e gostava muito de estar com a família e eu também, por isso, no nosso casamento foi um pouco ‘a fome e a vontade de comer’… Juntámo-nos e tínhamos a mesma postura perante a vida: gostarmos de estar em família, gostarmos de pessoas, gostarmos de afetos e isso passou a ser a nossa forma de estar.”

Ciente de que tem “a sorte de ter uma família muito bonita”, o músico admite, também em conversa com a Lux, que “esse apoio que tem sido dado de todas as partes ajuda muito” a ultrapassar a tragédia pela qual o clã passou em maio. Maria João Abreu, recorde-se, morreu, aos 57 anos, na sequência do rompimento de um dos dois aneurismas cerebrais com que fora diagnosticada.

“Há dias melhores e há dias piores e, felizmente, estamos todos numa fase de recuperação e a vida acontece… Todos queremos ser felizes e estes apoios mútuos ajudam-nos a ir conquistando isso. Obviamente que a saudade existirá sempre, mas há um ensinamento que temos que a João nos deixou, que é basicamente isso, sermos felizes, e apoiamo-nos uns aos outros para chegar a essa felicidade”, afirma.

“Quando me falam às vezes do ser avô, do João ser avô, eu sou tão avô quanto a João era avó, porque nós éramos muito presentes na vida dos pequenitos e continuo a ser. O meu amor por eles não passava pela João, era direto de mim para eles e continua exatamente na mesma”, afiança ainda o viúvo de Maria João Abreu.

 

Texto: Dúlio Silva; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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