«Ela derrubou uma estação». As confissões de Cristina, Cláudio e Daniel após dia único

Estivemos à conversa com Cristina Ferreira, Cláudio Ramos e Daniel Oliveira após a emissão celebrativa do primeiro aniversário d’O Programa da Cristina. O formato superou sonhos e expectativas.

07 Jan 2020 | 22:10
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Ao fim de oito horas da emissão especial do primeiro aniversário d’O Programa da Cristina, a apresentadora da SIC não se sentia cansada. Afinal, Cristina Ferreira acorda todos os dias feliz. Em conversa com a TV 7 Dias logo após ter fechado a porta da casa que abriu há exatamente um ano – a 7 de janeiro de 2019 -, a malveirense contou que precisou de dosear as emoções ao longo do dia.

«É talvez a emissão que fiz até hoje em que estou menos cansada. É óbvio que estou aqui há muitas horas, mas não estou [cansada]. Estou habituada a dar festas de família em casa em que tenho lá muita gente o dia inteiro. Acho que me senti assim dentro da minha casa a receber pessoas. E, depois, porque nós fizemos aqui uma mistura do que foi mais denso e do que foi mais leve para dosear um bocadinho as minhas emoções», referiu.

«Houve momentos um bocadinho mais difíceis de gerir, mas houve acima de tudo este aconchego. Depois o vizinho [Cláudio Ramos] esteve aqui sempre. Podia não intervir, mas estava ali sempre. E eu olhava para ele e isso acalmava-me», disse, destacando o papel da equipa.

Quanto ao balanço de um ano de formato, a estrela da SIC sublinhou que este é melhor do que alguma vez sonhou. «O balanço ao fim de um mês era perfeito, ao fim de dois era perfeito, ao fim de três era perfeito, ao fim de seis era perfeito. Ao fim de um ano o balanço é mais do que aquilo que eu imaginava. Fizemos muita coisa durante um ano. Há muitas mais coisas por fazer, há muito mais para voltar a fazer com aqueles que já cá estiveram porque nós sabemos o País pequenino que temos, ou seja, [é preciso] mais criatividade em cima deste programa».

Um ano depois, Cristina Ferreira diz ter consciência de que as dificuldades estão no futuro: «O difícil não é começar, o difícil é depois aguentar o barco.»

Ainda em declarações à TV 7 Dias, o maior ativo da SIC abordou a forma como se despediu da emissão celebrativa do primeiro aniversário do matutino da SIC que foi para o ar esta terça-feira. Cristina Ferreira encerrou o programa com uma mensagem para o público e para a concorrência, mais propriamente para os apresentadores dos canais rivais que apresentam programas no mesmo horário do que o dela: Manuel Luís Goucha, Maria Cerqueira Gomes, Jorge Gabriel e Sónia Araújo.

«Estamos aqui para fazer companhia. Acho que o meu programa veio mostrar que nós somos mais do que companhia dentro de uma grelha de uma estação de televisão, que nós podemos tornar nobre aquilo que não foi vendido até então como nobre na televisão, como um programa da manhã», começou por explicar a mensagem dirigida aos colegas «que estão todos os dias na mesma batalha» do que ela.

E continuou: «Isto não é uma guerra. Nunca tentei que fosse uma guerra. Claro que sabe muito bem ganhar, claro que sabe muito bem sentir que há mais gente a acompanhar-nos, mas acho que aquilo que eles fazem é mais duro ainda do que aquilo que eu faço, porque eu chego aqui feliz todos os dias. Quis deixar-lhes este beijinho para eles nunca se esquecerem que nós estamos a par e que estamos todos no mesmo horário, a tentar fazer o mesmo e o melhor.»

 

As saídas do programa? «Sou a primeira pessoa a dizer ‘vai!’»

 

Um ano depois, Cristina Ferreira voltou a vestir a mesma roupa, a calçar os mesmos sapatos e a exibir o mesmo penteado. A apresentadora explicou que, apesar de parecer, não cortou o cabelo. Este estava apenas «muito bem disfarçado». «Foi tudo igual: as calças, o casaco, os sapatos… Só não consegui perceber se as cuecas eram as mesmas porque não as decorei», brincou.

O nervosismo voltou a tomar conta de Cristina Ferreira neste dia, dado a simbologia da data, especialmente quando desceu a escadaria, imitando o que tinha feito há um ano. «Eu hoje achava que não estava nervosa, mas depois quando repeti aquele movimento de vir pela galeria vestida da mesma maneira… […] Achámos muito engraçado fazer este ‘rewind’ [rebobinar] […] Hoje senti aquele friozinho. Claro que não era igual. Eu não sabia nada do que estava para vir no dia 7 de janeiro de 2019. Hoje sei com o que posso contar mas também sei que tenho de fazer mais ainda para que continue tudo a ser igual».

Cristina Ferreira não gosta de surpresas, nem mesmo no aniversário. E explicou porquê. «Porque eu gosto de controlar tudo. [Mas] Acontece muita coisa que eu não controlo. Eu leio os textos todos dos meus convidados e eles surpreendem-me todos os dias. Tudo o que acontece neste programa passa por mim ao milímetro. […] Eles [produção do programa] têm medo de me fazer surpresas», sorriu.

Para preparar esta emissão de oito horas, a equipa trabalhou sem parar. Cristina reconhece-lhes o esforço. «É muito exigente. Eu tive malta que ficou durante toda a noite passada a terminar VTS e a fazer coisas. O trabalho de televisão não acaba quando eu fecho a porta, mas tenham uma certeza absoluta: todos aqueles que estão aqui comigo estão por vontade, por prazer, e na sensação que estão a crescer todos os dias», garante.

No último ano, Cristina Ferreira viu sair várias pessoas da equipa, ou por não aguentarem a pressão ou para integrarem outros projetos. A apresentadora também tem uma palavra a dizer sobre o assunto. «A vida abriu-lhe outras portas. Eles quiseram ir porque sentiram que não era isto. Eu também estava num sítio e senti que precisava de ir para outro lado. Sempre que alguém vem ter comigo e diz ‘eu acho que tenho de ir’, eu sou a primeira pessoa a dizer ‘vai!’».

 

«Programa marca a história da televisão portuguesa», diz Daniel

 

Daniel Oliveira, o Diretor-Geral de Entretenimento do grupo Impresa e o homem responsável pela transferência da TVI para a SIC, considera que o programa de Cristina Ferreira marca definitivamente a televisão nacional, até porque o balanço ficou «acima» do que foi projetado.

«Acho que é um programa que marca a história da televisão portuguesa por aquilo que conseguiu fazer e pela forma como conseguiu também tornar o horário da manhã ainda mais relevante na televisão portuguesa. Isto é, todos os concorrentes também passaram a ter conteúdos mais qualificados, portanto, além de representar uma rutura de tudo o que existia no day time até esse momento, veio tornar o programa da manhã um programa para muita gente ou um programa para horário nobre», explicou, recordando as pessoas que estão no emprego à hora do programa mas vêem o formato quando chegam a casa à noite.

 

«A Cristina não é só o que se vê aqui», elogia Cláudio

 

Feliz. É assim que se sente Cláudio Ramos um ano depois de se estrear no programa que mudou radicalmente a sua carreira. «Este ano foi bom todos os dias. Eu acordo sempre às 6h45 e venho sempre muito contente trabalhar. Há programas que já fiz que estava menos bem, ou a cumplicidade não era tão boa, mas aqui acordo sempre bem disposto.»

Cláudio só podia estar agradecido a Cristina Ferreira, que descreve como sendo muito generosa: «Eu acho que ela é um pessoa que as pessoas não conhecem bem e eu gostava que a conhecessem. Ela é uma pessoa muito generosa. Se fizerem este pequeno exercício, percebem. Só uma pessoa generosa é que consegue que uma pessoa que chega aqui com um papel minúsculo cresça no programa e ganhe espaço, sem lhe tirar o dela. Ela é muito generosa, as pessoas não sabem nem conhecem. Só queria que um dia a conhecessem por detrás dos holofotes. Ela mudou de estação, derrubou uma estação, ajudou uma estação a chegar à liderança. É a primeira pessoa a chegar e a última a sair. A Cristina não é só o que se vê aqui, ela é muito mais do que isso».

 

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Texto: Ricardina Batista e Ana Lúcia Sousa; Fotografias: Marco Fonseca

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