Coronavírus: Médico de Goucha e Maria de quarentena após contacto com doente

Pedro Lopes esteve em contacto com uma pessoa diagnosticada com Covid-19 e, por isso, iniciou voluntariamente um período de 14 dias de quarentena.

12 Mar 2020 | 20:55
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Presença assídua no programa Você na TV!, o médico de clínica geral Pedro Lopes «decidiu, por sua opção, ficar em casa», depois de ter estado em contacto com uma pessoa a quem foi diagnosticada Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Está, portanto, em isolamento profilático.

A explicação foi dada por Maria Cerqueira Gomes, face à ausência do médico na rubrica Haja Saúde, integrada no matutino da TVI. «O nosso médico de serviço está, neste momento, de quarentena. O que é normal. Os profissionais de saúde também são um grupo de risco», relativizou a apresentadora, enquanto anunciava a participação de Pedro Lopes através de uma videochamada.

«Esta situação vai começar a acontecer com mais frequência, infelizmente, até porque é expectável que o número de casos se torne mais elevado. Faz parte da própria da doença e, portanto, sem alarmismos, é importante que adotemos estas medidas», começou por dizer o clínico, em sua casa.

Depois, Pedro Lopes explicou que tomou «a iniciativa de ficar em isolamento profilático durante o período dos 14 dias que está recomendado» por ter estado «em contacto com um doente que se confirmou positivo para o novo coronavírus». Paciente que, explicou, «era um doente sem grande sintomatologia».

«Até ao momento, não fui contactado por nenhuma entidade oficial e adotei essas medidas por mim próprio, também pelo conhecimento que tenho. Acredito que muitas outras pessoas que não tenham a mesma informação e conhecimento do que eu possam não o fazer e, dessa forma, estar a contribuir para a disseminação» do vírus, acrescentou o médico, esta quarta-feira, 11 de março, numa emissão conduzida a solo por Maria Cerqueira Gomes, já que Manuel Luís Goucha está a desfrutar de uma semana de férias.

Pedro Lopes não apresentava, até àquele dia, «qualquer sintoma». «Não tenho febre, não tenho tosse, não tenho nenhum sintoma respiratório. Estou bem de saúde e, portanto, posso não ter rigorosamente nada. Mas, nos próximos 14 dias, poderia, mesmo sem sintomas, ser um veículo de transmissão», alertou.

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotografias: reprodução TVI e redes sociais

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