Cristóvão Campos vive AMOR PROIBIDO! «Para a família é um problema»

Cristóvão Campos dá vida a Gustavo na nova novela da SIC, Alma e Coração. O personagem vive um amor com Naomi [Sharam Diniz], que para o ator é normal mas para a família é um problema.

18 Out 2018 | 17:40
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Depois do filme Pedro e Inês, onde interpretava o papel de Estevão, Cristóvão Campos dá vida a Gustavo, da novela da SIC, Alma e Coração. A interpretar o papel de um advogado que nasceu no seio de uma família pobre, foi adotado e cresceu rico, Cristóvão explica-nos quem é este homem.

Como está a ser interpretar o Gustavo?

Está a ser muito bom. O Gustavo vive esta dualidade de ser de um sítio que nunca conheceu, é um bocado estranho. Ele pertence ao bairro sem pertencer. Nasceu numa família pobre mas sempre foi rico, é branco num bairro negro, portanto tudo isto na cabeça de alguém que não conhece e que está a descobrir o seu passado é complicado.

Quais são os principais desafios?

É a questão da irmã [Marta, interpretada por Victoria Guerra] e de ela perder uma perna. Isso é mesmo muito difícil. O processo não termina, é uma mudança para a vida . Sobretudo as cenas do hospital, em que sabíamos que ela tinha de ser amputada e tínhamos de a informar, isso foi uma grande dificuldade…ou um grande desafio.

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Como se preparou para essas cenas?

Eu só estou a fazer a pessoa que se relaciona com aquilo. É uma coisa mesmo muito pessoal e consigo relacionar-me com a dor. Não sei o que é a dor de alguém familiar ou conhecido perder um membro, mas é uma dor semelhante àquela que, infelizmente, todos acabamos por sofrer. 

É uma questão de sensibilidade?

Há muitas cenas como ator que eu não consigo explicar. Ao longo dos anos, cada um desenvolve o seu método e, às vezes, é difícil traduzi-lo por palavras. Estás ao funcionamento de uma máquina que é a emoção e é uma máquina que não traz instruções. Vem com a vida.

O Gustavo começou uma relação com a Naomi [Sharam Diniz], que nada tem a ver com a família. Isso vai trazer-lhe problemas?

Acho que, para a família, é um problema o facto de ela ser do bairro. Para o Gustavo não. Tem uma mentalidade mais aberta, também porque veio de lá, apesar de nunca ter vivido lá. O Gustavo sente uma forte ligação com as pessoas daquele bairro e eu acho que isso sim, não é místico mas é umbilical.

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Gravaram várias cenas no Cova da Moura. Como foi esse contato?

Correu muito bem e não estava à espera que corresse de outra maneira. Tinha muita vontade de lá ir, foi uma das coisas que mais me desafiou quando me falaram deste papel, trabalharmos lá. Era novidade para todos e estava muita gente do bairro a assistir. Até existiram cenas improvisadas com crianças de lá que ficaram.

É uma abordagem diferente do habitual…

Sim, claro. Não vamos tanto ao bairro agora mas o bairro continua a vir cá. Construímos aqui o nosso pequeno bairro mas temos pessoas do bairro que fazem figuração e ajudam-nos a dar vida. Sem eles, aquilo é menos verdade. Para mim é um privilégio fazer parte daquele bairro cenográfico.

Além de estar no pequeno ecrã, na novela, está também no grande ecrã, com o filme Pedro e Inês. Como foi dar vida a Estevão?

Foi muito prazeroso. Contamos esta história, a maior história de amor portuguesa, de uma forma muito própria. Toda a gente sabe quem é o Pedro e Inês, mas na realidade só sabem a história genérica. Fazer o Estevão foi incrível. É mais uma pequena história de amor, ao lado da principal. É um amor ao seu amo, alguém que acompanha desde o nascimento do amor até à loucura do rei. É uma grande lição de amor e de amizade. Tentamos trabalhar essa coisa que não está escrita, vai além das palavras.

Fotos: Paula Alveno

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