Crónica de um ex-casal: O Paulo e a Lurdes têm de fazer urgentemente um «test drive»!

Todas as semanas, Graça e Zé Luís vão comentar a segunda edição de Casados à Primeira Vista. O ex-casal não vai deixar nada por dizer sobre o programa em que se conheceram e se deram a conhecer.

17 Nov 2019 | 21:30
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Neste programa temos dois grandes desafios: ir em busca do amor, com a frustração de não conseguir encontrá-lo, e a exposição das nossas fragilidades. Isto verificou-se no último programa, tanto com a Liliana como com a Anabela, e é digno de admiração. Começando pelo Lucas e pela Anabela, eu e o Zé Luís pensámos que o facto de o Lucas ter deixado de beber vinho, para quem diz que não muda nada, mostra que ele quer provar alguma coisa à Anabela. Por outro lado, ele também não tem de perder a identidade dele.

Sente-se que este casal não funciona. Eles até poderiam já ter uma vida económica construída. Ele tem a barbearia, ela é cabeleireira, e poderiam não só ser um grande casal como juntar o negócio. Quanto ao Paulo e a Lurdes, é urgente que eles façam o test drive! Para a semana vão viver juntos e têm de passar à ação, para ver no que é que isto vai dar. Em relação à Tatiana e ao Bruno, são o novo casal e são muito genuínos.

Ele ficou logo deslumbrado com ela, e ela, apesar de ter relativizado a altura dele, até o admirou pelo facto de ser pai. Contudo, ele só tenta agraciá-la. A Tatiana já está a ficar nervosa e sufocada, ao ponto de chorar. Nós vemos as imagens e é possível que ele tente algumas aproximações físicas com ela. Como ela não quer, já começa a vê-lo de outra forma. Eu acho que quando os alarmes não são todos ligados é mais difícil. Por exemplo, em comparação, a Liliana e o Pedro tiveram um bom começo, eles tiveram uma química arrebatadora.

O Pedro, apesar dos seus defeitos, é um bom homem e a Liliana desaprendeu de namorar. Ela está com uma postura de mãe e não de namorada. Aliás, ela tem graves problemas de autoestima, vê-se pela sua maneira de falar. Para ela poder lidar com a situação, colocou uma máscara e não consegue baixar a guarda. Se ela não se ama a si própria, como vai conseguir amar o próximo? Ou como vai deixar alguém amá-la? Aliás, nós queremos dar-lhe um conselho: ela tem de perceber que não pode carregar as suas dores e projetá-las no outro, caso contrário nunca resultará, nem agora, nem nunca.

Para além disso, o Zé Luís disse que a suposta semana do sim, em que o homem é que devia tomar as rédeas e decidir tudo, não acontece. As mulheres é que fizeram isso e os homens aceitaram para agradá-las. O empoderamento foi das mulheres e não dos homens. Outra coisa que se nota é que nesta edição as mulheres vão-se desiludindo com eles. Dá-me a entender que elas interessaram-se no altar, porém, ao longo do tempo, com a convivência, houve um decréscimo no interesse.

A Diva e o Conde

(artigo originalmente publicado na edição nº 1705 da TV 7 Dias)

 

Fotos: Divulgação SIC

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