Custódia Gallego: morte do filho ajuda a atriz a construir personagem de Nazaré

Na nova história da SIC, o papel de uma mulher com cancro faz a atriz reviver emoções passadas, provocadas pela morte do filho, que ‘partiu’ precocemente.

28 Set 2019 | 18:50
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«É uma mãe trabalhadora», revela Custódia Gallego sobre Matilde, a personagem da atriz na novela Nazaré, da SIC, e a quem «os azares da vida lhe foram acontecendo com alguma frequência». Primeiro é abandonada pelo marido e, depois, é diagnosticada com um tumor no cérebro.

Além de um passado complicado, esta mulher sofrível possui uma carga emocional pesada. Vê na filha, Nazaré (Carolina Loureiro), a força para viver, com esperança, cada dia.

Na preparação deste projeto, a intérprete baseou-se nas suas vivências pessoais, uma vez que ela própria perdeu recentemente um filho, de 32 anos, vítima de cancro, Tragédia esta que «a ajudou» na parte emocional da composição desta personagem.

Apesar do infortúnio, Matilde tenta viver com positividade. A artista vê no seu papel alguém que «não chora pelo leite derramado, ou ‘se apanha’, ou ‘deixa–se ali’ e passa-se para outro lado», explica.

 

Atriz assume ter saudades de fazer comédia

 

Esta desenvoltura é marcada pela influência da filha que vai virar o Mundo do avesso para ajudar a mãe. Ela é o seu maior orgulho, mas como mãe solteira, sente-se responsável pela formação da filha, pois tem «o dobro da idade e com toda uma experiência que também faz a diferença», acrescenta a atriz.

Poucas foram as vezes que Custódia Gallego gravou em exteriores, mas, dessas vezes em que se deslocou à Nazaré, afirma que «aquele sítio é muito bonito e muito particular», facto este que a ajuda a executar, com mais facilidade, o seu trabalho.

Custódia considera este papel menos dramático do que Ofélia, da novela Paixão, a última produção da SIC em que participou. «Tinha de a tornar verosímil e nem sempre era fácil, ela tinha atitudes esquisitas», recorda a atriz.

Preparada para fugir ao drama, num projeto futuro, a artista adorava abraçar um papel cómico: «Sinto que tenho saudades de fazer uma comédia a sério, no teatro.»

 

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Texto: Carolina Sousa | Fotos: Paula Alveno e Arquivo Impala

 

(texto originalmente publicado na edição nº 1697 da TV 7 Dias)

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