Daniel Guerreiro abre o jogo: Depressão, fome, ameaças e traição de namorada com amigo

Numa conversa reveladora com os colegas de Big Brother 2020, Daniel Guerreiro falou sobre episódios dramáticos da sua vida. A traição da então namorada com o melhor amigo foi apenas um dos casos.

23 Mai 2020 | 20:10
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A noite desta sexta-feira no Big Brother 2020 foi de revelações, com Daniel Guerreiro a surpreender todos ao revelar dados da sua infância e adolescência que poucos esperavam ouvir.

O hipnoterapeuta começou por contar que os pais o levaram a ter ajuda psicológica quando ele tinha dez anos e foi «diagnosticado com hiperatividade». Regressou aos 12, porque «não comunicava com as pessoas. Era «super antisocial», recorda.

Aos 21 anos, dessa vez por «livre vontade», foi a uma consulta de psicologia. Tinha uma depressão desde os 16. «Fiz o que tinha de fazer, que era verbalizar tudo e mais alguma coisa. Ela terminou a consulta comigo a dizer que não era capaz de me ajudar e que queria que eu fosse para a psiquiatria. Assim foi», relatou aos colegas de casa.

Não houve, no entanto, terapia capaz de ajudar o concorrente. «Não me fizeram absolutamente nada, mas eu nunca mais tive um problema. Aquilo em que acredito é que, pela primeira vez em cinco anos, disse a mim próprio que havia a possibilidade de mudança (…). Começas a ver coisas que se passam à tua volta e às quais não deste o devido respeito», elucidou.

A solução passou por começar «a ficar mais acordado de dia e menos à noite», a dar de se «dar com determinadas pessoas», deixar «de frequentar determinados sítios» e trabalhar «muito», o que não lhe «permitia fazer porcarias». «Hoje em dia tenho uma forma muito simpática de lidar com o meu passado», explicou ainda.

Sobre este, enumera, mas sem querer entrar em mais detalhes: «Tive um acidente de carro e acordei com um poste ao lado, tive 14 acidentes de mota num ano, dei por mim num quarto trancado, com quatro gajos, um pitbull e tacos de basebol nas costas. Queriam matar-me». Veja o vídeo aqui.

 

«Dormi na rua, passei fome»

 

Quando, aos 16 anos, acabou o 9º ano de escolaridade, Daniel rumou ao Algarve, onde trabalhou em restauração. «É um trabalho muito ingrato», afirmou. Ainda assim, diz que foi «das experiências mais enriquecedoras» que teve. «Levou-me a morar num barracão com baratas (…), vivi em sítios com dez beliches de um lado e dez do outro, onde havia o pior cheiro que podem imaginar à fase da Terra, com gajos a masturbarem-se. Eu dormi na rua, eu passei fome», lembrou.

O concorrente falou ainda em drogas e problemas com a lei, mas não quis detalhar. Veja aqui.

 

Traído pela namorada com melhor amigo

 

Um outro momento complicado que passou foi quando tinha 14 anos e namorou «uma rapariga espetacular». «Tudo nela parecia fazer sentido», recorda Daniel Guerreiro. Tudo terminou quando, de regresso de umas férias no Algarve, descobriu que «ela estava a namorar com o melhor amigo.

«Naquela altura, decidi aceitar. Ou seja, eu tolerei aquilo. O risco de tolerar uma situação como aquela é que nos torna indiferentes», refere. Veja aqui.

 

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Texto: Ana Filipe Silveira; Fotografias: reprodução redes sociais

 

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