Daniel Oliveira quebra o silêncio: «A Cristina passa a ser nossa concorrente direta»

O diretor geral de entretenimento do grupo Impresa, o principal responsável pela ida de Cristina Ferreira para a SIC, quebra o silêncio sobre a saída da sua maior estrela.

19 Jul 2020 | 12:51
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48 horas depois do anúncio da saída de Cristina Ferreira da SIC e do seu regresso à TVI, Daniel Oliveira quebra o silêncio. O diretor-geral de Entretenimento do grupo Impresa e o principal responsável por levar Cristina Ferreira para a SIC, deixou uma longa missiva nas redes sociais intitulada «Hoje, ontem e amanhã».

«Hoje. Agradeço à Cristina o trabalho, o talento e a sua ambição de querer sempre mais. Nos programas O Programa da Cristina e Prémio de Sonho, que apresentou e coordenou, mas em especial nas manhãs, onde foi o rosto de uma equipa que, com condições especiais, impôs um novo modelo de programa de daytime, sob a produção da Coral Europa. Produtora essa, que se mantém, sob o mesmo desígnio, a produzir a partir desta segunda-feira o programa Casa Feliz», numa casa que passa a ser de todos», começa por escrever o homem forte da SIC.

«Ontem. A Cristina, com quem vivemos momentos exaltantes, teve um papel muito importante neste projeto e nesta estratégia, que nunca foi assente, como tive oportunidade de sublinhar várias vezes, numa só pessoa. Só quem não conhece a força e o talento dos profissionais da SIC ou não sabe como funciona uma estação de televisão, pode pôr isso em causa. Defendê-los-ei sempre com tudo o que sou, porque sei bem, há muito tempo, o quanto o merecem», salienta.

«Não vamos perder tempo com manobras que têm como objetivo semear a discórdia»

Daniel Oliveira deixa para trás os 23 meses onde a apresentadora da Malveira foi a estrela maior da SIC e faz uma antevisão sobre o futuro. «Amanhã. A Cristina passa a ser nossa concorrente direta e a nossa atitude é a mesma que tivemos para com os seus três antecessores e respectivas direções de programas com as quais temos competido nestes dois anos: respeito pessoal e institucional.»

Daniel reforça ainda a posição de liderança da estação. «Hoje e amanhã. A SIC vive um momento de estabilidade acionista, administrativa e diretiva, com cadeias de comando muito bem identificadas e com uma visão a longo prazo no que respeita à consolidação da nossa oferta de conteúdos e à forma de os distribuir nas várias plataformas. Esta estabilidade permite que encaremos o futuro com serenidade, donos dos nossos próprios timings e focados no essencial. Não vamos perder tempo com manobras que têm como objetivo semear a discórdia onde há união e estratégia, nem atentar a outro tipo de enredos.»

O Diretor Geral de Entretenimento da SIC salienta ainda os formatos e os rostos que fazem da estação líder. «Hoje, como ontem e amanhã, o mais importante continua a ser o mesmo: as pessoas e as ideias. E com o que delas podemos contar. Hoje, como ontem e amanhã, a Nazaré continuará a ser Nazaré, mérito de quem a faz, tal como Terra Brava, Golpe de Sorte e toda a nossa produção nacional de entretenimento, assim como todas as nossas novelas da Globo. Hoje, como ontem e amanhã, o rigor e a qualidade da redação da SIC continuarão ao serviço do país e do mundo. Hoje, como ontem e amanhã, o humor do César, do Ricardo ou do Bruno é exclusivamente resultado do talento dos próprios».

«Hoje, como ontem e amanhã, o Baião, a Júlia, o Hernâni, o Rocha e tantos outros, são leais ao seu compromisso diário com o público. Hoje, como ontem e amanhã, continuaremos focados em fazer da SIC a televisão preferida dos portugueses. Reforçando as apostas de sucesso e continuando a trabalhar em novas propostas de qualidade. No imediato, duas novas novelas, a iniciar gravações ainda este ano e cujos elencos serão conhecidos em setembro, três novas séries que serão um marco na ficção nacional e cinco novos programas de entretenimento, bem como um vasto conjunto de outras apostas no domínio da Informação.»

O longo texto termina com um agradecimento aos telespectadores. «2020 cumpre o dia 200. A SIC venceu 196 desses dias. São 98% de vitórias, creditadas, com justiça, a centenas de pessoas, ao profissionalismo das produtoras que estão com a SIC e à confiança dos nossos parceiros. E, por último mas em primeiro, ao público, que está connosco. Hoje, como ontem e amanhã.»

 

Texto: Raquel Costa | Fotos: redes sociais e Arquivo Impala

 

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