De barman a chef! Rúben Silva é o novo ‘cozinheiro’ de Portugal

Amante da arte de cozinhar, o vencedor de MasterChef recorda à TV 7 Dias como surgiu a sua paixão por esta arte. Homem de desafios, Rúben afirma como superou os maiores obstáculos da competição.

22 Dez 2019 | 8:40
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Esta vitória é o culminar de um esforço muito grande. É desta forma que o concorrente com sotaque do Norte caracteriza a sua vitória em MasterChef Portugal 2019. «Elevei o meu limite ao máximo. Tentei usufruir do momento e aprender o máximo possível», acrescenta Rúben Silva, de 36 anos.

Apesar do ritmo alucinante da televisão e do tempo limitado para a confeção das suas iguarias, Rúben afirma que a pressão ajudou-o ao longo da competição: «Eu funciono muito bem sob pressão e as ideias fluem rapidamente», diz, explicando quais foram as suas angústias: «A incógnita de saber como seriam as provas. O não saber o que está por baixo da caixa e a ansiedade de saber como seria a prova a seguir. É preciso saber gerir muito bem
as emoções e a ansiedade.»

Amante da gastronomia, foi em família que desenvolveu o gosto pela culinária. O pai, que atualmente trabalha na construção
civil na Suíça, já teve um restaurante e foi lá que nasceu o gosto do Rúben pela área. Formou-se como barman, mas o seu «bichinho» pela arte de cozinhar acabou por falar mais alto. «Desde os meus 11 anos, fugia da escola para ajudar o meu pai no restaurante. Eu passava os fins de semana no restaurante a lavar panelas», recorda.

«Era muito curioso, espreitava sempre o que os cozinheiros estavam a fazer. Fazia muitas perguntas, mas o mais importante ainda foi a minha mãe em casa. Sempre tivemos muito o culto das refeições.Independentemente de cozinhar para uma pessoa ou duas, a minha mãe fazia sempre comida fantástica e eu acompanhava esse processo todo e espreitava as panelas da minha mãe, e foi ela que me transmitiu esse ‘bichinho’ pela cozinha», conta.

Livro e marca de molhos

Rúben Silva acredita que a sua passagem pelo formato da TVI poderá abrir-lhe portas. «Agora, estou a ajudar um amigo numa mercearia na Póvoa do Varzim. É uma mercearia muito engraçada, com uma mesa única de 12 lugares, e eu cozinho. Gostava muito de escrever um livro. Antes de entrar no MasterChef já tinha uma marca de molhos e agora quero lançá-la para o mercado. Em fevereiro, tenho o curso de oito meses, que vai ser ótimo.»

Textos: Telma Santos/ Fotos: DR

 

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