Despejada! Transexual de Ídolos vive na rua há 15 dias e passa Natal dramático

Alexa Devni Rebelo, de 22 anos, ficou conhecida quando ainda era um rapaz e participou em Ídolos. Nos últimos dias, tem dormido nas ruas do Porto.

25 Dez 2019 | 21:30
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Alexa Dveni ficou conhecida quando ainda era Daniel Rebelo. Foi em 2015 e a sua participação no talent show Ídolos, da SIC, gerou polémica após o programa ter brincado com o tamanho das suas orelhas. Nos últimos anos, Alexa deu início a uma mudança de sexo – está a fazer tratamentos hormonais com vista à cirurgia definitiva, que ainda não realizou, como a TV 7 Dias lhe contou na altura – e encontrou o amor ao lado de Ricardo.

Tudo corria bem quando, no passado dia 15, a jovem de 22 anos e o noivo foram despejados na casa onde moravam por ela ser, diz a própria, «transexual». Ricardo perdeu o emprego. «[Eu e o meu companheiro] não tínhamos condições para pagar a renda e fomos despojados», garantiu Alexa ao canal CMTV.

A ajuda que pediram à Segurança Social não foi suficiente e, por estes dias, têm dormido nas ruas do Porto, «onde não chover»: «debaixo de prédios» e «em casas abandonadas». «O futuro é incerto», frisa.

Ao mesmo canal, pede ajuda «a todos os portugueses que tivessem um bocadinho de mão e consciência»: «Ajudarem com comida ou algum sítio para dormir».

A mudança de sexo

Em janeiro passado, Alexa esteve também no programa Você na TV!, da TVI, para falar sobre o passado que lhe deixou marcas para a vida. «Sentia-me péssimo, horrível. Não me conseguia ver ao espelho», afirmou no vídeo de apresentação, referindo-se ao facto de ter nascido com o sexo masculino.

Afirmou que teve de esconder quem era e o que sentia desde a infância e que o bullying a que foi sujeita lhe deixou marcas que jamais esquecerá. Em conversa com Maria Cerqueira Gomes e Manuel Luís Goucha, Alexa referiu «não saber lidar com o mundo» devido aos muitos preconceitos ainda existentes.

 

Rejeitada pela família

 

Rejeitada pela família, nessa altura dizia contar apenas com o apoio e carinho da avó materna. «Sofri com a família que me tratava mal mas tive o apoio da minha avó. A minha mãe é toxicodepentente. Ela não teve cabeça para criar os filhos. O meu irmão está preso. A minha irmã está junta. O meu pai já faleceu. Se o meu pai estivesse vivo aposto que me abria a porta», enumerou.

Alexa contou ainda que foi obrigada a ir para uma Casa de Abrigo, uma vez que a avó teve de viver com familiares e não a pôde levar por não a aceitarem como era. Mais tarde, a avó da jovem acabou por morrer.

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: reprodução redes sociais

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