Voz da rádio reforça TVI: «Defini que voltaria a fazer televisão se me divertisse»

Em entrevista à TV 7 Dias, o locutor Diogo Beja fala sobre o programa Anti-Stress, que a TVI estreia este sábado, e reflete sobre a nova forma de fazer rádio devido à pandemia da Covid-19.

18 Abr 2020 | 15:20
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Depois de A Vida Lá Fora, segue-se Anti-Stress na lista de programas da TVI feitos exclusivamente em regime de teletrabalho. A nova aposta do canal de Queluz de Baixo estreia-se este sábado, pelas 19 horas, e conta com a apresentação de Ana Guiomar. A comentar os vídeos caricatos estará Diogo Beja.

Em entrevista à TV 7 Dias, o locutor da Rádio Comercial defende que este é um formato que «faz todo o sentido nesta fase» que Portugal atravessa, referindo-se à pandemia da Covid-19. «É um programa claramente feito em teletrabalho. O editor de vídeo está a trabalhar em casa, a equipa de produção está a trabalhar em casa, eu vejo os vídeos e gravo os offs em casa, a Ana Guiomar grava os pivôs em casa, o que acho que é absolutamente incrível… É um programa que está claramente adequado aos tempos que vivemos», afirma.

Feliz com o desafio que acaba de abraçar, Diogo Beja assume que não é consumidor dos vídeos que agora vai comentar. «Passo muitas horas no YouTube, mas não a ver este tipo de coisas», confessa, para depois encontrar um ponto positivo neste facto: «Por norma, não vejo este tipo de vídeos, o que depois me permite ter alguma frescura quando os vejo.»

Esta não é, de resto, a primeira vez em que o radialista vai assumir esta função num programa de televisão. Em 2008, estreou-se neste papel em Tá a Gravar, cujo sucesso junto do público desencadeou um prolongamento do formato na antena da SIC. «O programa passou a ser diário e, depois, havia uma versão alargada ao fim de semana. Nessa altura, andava a dormir pouco. Tornou-se diário, tornou-se difícil… Este é semanal», contrapõe.

Nuno Santos era o Diretor de Programas da SIC naquela altura. Doze anos depois, agora com as mesmas funções na TVI, o responsável empurrou Diogo Beja de novo para o pequeno ecrã. O convite partiu, contudo, de Hugo Andrade, o Diretor de Conteúdos e Inovação da TVI. «Mas, tanto quanto sei, foi o Nuno Santos que se lembrou [de mim]

«Há uns anos, defini que voltaria a fazer televisão se me divertisse, porque a rádio é claramente aquilo que eu sei e aquilo que quero fazer. Portanto, desde que os convites sejam aliciantes e seja algo que eu sei que não me vai criar stress, aceito os convites», diz ainda à nossa revista.

Facto curioso é que, desde que Pedro Ribeiro, o diretor da Comercial, iniciou funções como Diretor de Programas Executivo da TVI, são já três as vozes desta estação de rádio que reforçam o entretenimento do canal. A Ana Isabel Arroja e Rui Simões, que serão repórteres do reality show Big Brother 2020, junta-se agora Diogo Beja.

Mas será apenas uma coincidência, dá a entender o último, ainda que encare com naturalidade para este assunto. «Faz sentido que, se somos uma rádio do mesmo grupo da TVI [Media Capital], que haja alguma sinergia. […] Sempre achei que as pessoas da rádio estão mais preparadas para fazer televisão do que as televisão para fazer rádio», defende.

 

 

«Antissocial, germofóbico, hipocondríaco e obsessivo compulsivo»

 

Não foi só a televisão que se viu forçada a renovar-se durante a pandemia da Covid-19. Também a rádio se reinventou, com emissões feitas a partir de casa dos locutores. «Não é a minha forma preferida de fazer rádio, confesso, mas nesta fase é o que tem de ser», admite Diogo Beja, que faz o programa Já Se Faz Tarde, com Joana Azevedo, a partir de casa há aproximadamente três semanas.

«Estão a ser tempos desafiantes, mas ao mesmo tempo engraçados. Aquilo que me faz mais confusão é que, como estamos a fazer isto desta forma, não há, no meu caso e da Joana, que temos uma química grande, o contacto direto, o olhar. Nós olhamos um para o outro e percebemos logo para onde é que o outro vai, quando é que nos devemos calar, quando é que devemos falar… Já conhecemos os tempos um do outro», refere.

Antes desta adaptação, já o país estava a meio gás, Diogo Beja continuou a ir para as instalações da Comercial. Joana Azevedo, por sua vez, manteve-se em casa desde o primeiro dia, por sofrer de asma, o que a insere num grupo de risco da Covid-19.

Nesses dias, os corredores daquela estação de rádio, outrora abundantes de profissionais, iam esvaziando-se. O locutor assume a «estranheza», mas olha para isto com sentido de humor. «No meu caso, que sou antissocial, germofóbico, hipocondríaco e obsessivo compulso, agradecia que as pessoas não estivessem lá e que aquilo estivesse mais ou menos vazio», ri-se. E acrescenta: «Foram dias um bocado estranhos. Quando soube que podia fazer o programa em casa, fiquei feliz da vida, porque estava a ficar stressado.»

 

Em entrevista à TV 7 Dias, Diogo Beja fala ainda sobre como a filha está a reagir à pandemia e como este momento desencadeou a criação de um podcast com a namorada, Mia Relógio. Veja tudo no vídeo!

 

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Texto. Dúlio Silva; Fotografias: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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