Dor a dobrar! Diogo Branco perde avós em apenas uma semana

O ator viu dois dos seus avós, pilares na sua vida, partirem no espaço de sete dias. O jovem usou as redes sociais para desabafar sobre a perda irreparável.

01 Dez 2019 | 18:20
-A +A

O ator Diogo Branco encontra-se numa fase complicada. Tudo porque perdeu dois entes queridos em apenas sete dias. Primeiro foi a sua avó materna, que faleceu no passado dia 11 de novembro.

«A minha guerreira partiu hoje. 99 anos de uma vida plena. Uma verdadeira inspiração. Artista, professora, pintora, poetisa e tanto mais, veio do Uruguai para Portugal de barco, uma pessoa tão cheia e que nunca deixou ninguém que a conheceu indiferente. A minha avó é daquelas pessoas que quando parte nunca vai na verdade. Tudo o que fez e deixou, a pessoa que é, fica escrito nas páginas da eternidade. Honra a minha de a ter como Avó», revelou nas redes sociais.

Segundo Pedro Branco, o pai do jovem, Lyda, a avó materna, era na família «a referência desta malta toda. Porque é uma pessoa espetacular não profissional. Ela faz teatro, escreve, canta, mas não é profissional. A forma como ela partilha essas coisas, não tem esse compromisso».

Esta foi uma perda irreparável na vida de Diogo Branco. No entanto, quando ainda se encontrava a recuperar da partida da avó, o ator ficou sem o seu avô paterno, um dos maiores nomes da canção portuguesa. José Mário Branco morreu durante a noite de segunda para terça-feira, vítima de um AVC fulminante.

«Difícil expressar-me nesta manhã cinzenta… perco um Avô, mas todos perdemos um artista, um cantor, um compositor, um homem que fez tanto pela cultura (e não só) do nosso país e que deixa connosco o fruto do seu trabalho, que será certamente eterno. Profunda admiração… cantou, numa das minhas músicas preferidas dele, ‘nunca mais te hás de calar, ó Zeca, para nós, canta sempre sem parar, que é seiva e flor a tua voz.’ A tua voz cantará para sempre, meu querido avô…», desabafou Diogo Branco.

A última homenagem a José Mário Branco foi prestada na quarta-feira, no Salão Nobre da Voz do Operário, em Lisboa. O corpo foi levado no dia seguinte para o Cemitério do Alto de São João.

 

Veja as imagens do último adeus de José Mário Branco na galeria.

 

Texto: Carla Ventura; Fotografias: Impala

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1706 da TV 7 Dias)

PUB