Diogo Cunha admite ter sofrido ataque de pânico dentro do Big Brother

Diogo Cunha, que tem agora o papel de comentador de Big Brother – A Revolução, confessa ter passado mal dentro do programa.

19 Set 2020 | 11:20
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Diogo Cunha esteve na edição da tarde do Extra do Big Brother desta sexta-feira, dia 18 de setembro, para comentar a saída inesperada de Luís Magalhães,  devido a problemas de saúde. A instabilidade emocional, e o alegado esgotamento, levaram a produção a retirar o personal trainer do Big Brother – A Revolução e os comentadores Quintino Aires e Diogo Cunha falaram sobre a importância da saúde mental.

Para o psicólogo, isto é uma situação perfeitamente normal nos primeiros dias de adaptação a um ambiente novo, com pessoas desconhecias. Já Diogo, finalista do BB 2020 que esteve fechado três meses na casa, confessa que só aguentou devido aos anos que levou de «preparação» para o reality show. Ainda assim, o especialista de marketing revela que na primeira semana viveu um episódio idêntico ao de Luís.

Numa das primeiras provas de resistência, que consistia em segurar o elástico a pares, Diogo necessitou de afastar-se durante uns momentos e simplesmente chorar. «Eu também tive lá o meu ataque de pânico, também tive lá a minha choradeira», recorda.

 

«Foi a primeira vez que consegui chorar à frente de alguém»

 

Diogo Cunha era um dos preferidos à vitória, nesta edição do Big Brother, mas acabou por ficar em segundo lugar. O concorrente não sente que ‘morreu na praia’ e garante que está muito feliz por ter chegado tão longe no reality show. Em entrevista à TV 7 Dias, um dia depois de sair da casa, falou sobre saúde mental e contou como viveu esta experiência e de como ela mudou a sua vida.

«Foi muito melhor do que eu tinha imaginado. A casa era incrível, eu estava à espera de um caixote», começa por dizer, soltando uma gargalhada. «Vou ter saudades da casa, claro, da piscina, mas sobretudo vou ter saudades de ser um privilegiado, de estar num sítio em segurança, enquanto o mundo inteiro está no lodo», acrescenta.

Entrar no Big Brother era um sonho antigo, mas, antes de o programa começar, Diogo receava não conseguir aguentar a pressão. «Estava com muito medo de entrar sem a disponibilidade necessária para entrar no Big Brother. Estava com medo que a pressão e a intensidade de um reality show limitassem as minhas ações, que eu não pudesse ser livre», explicou, sublinhando a importância da produção neste processo: «O Big Brother nunca me obrigou a fazer nada, sempre me direcionou. Não havia nenhum guião. Às tantas, aquilo é um laboratório onde podes improvisar, onde te podes divertir. Eu não queria chegar lá e fazer as coisas só por fazer. Eu não faço nada só por fazer, não me sinto feliz a fazer as coisas só por fazer».

«Acho que me superei», afirmou, revelando também que, antes de entrar, falou com o seu psicólogo e que resolveu entrar na aventura, mesmo com todas as dificuldades que implica a participação num reality show. «Foi difícil, claro. Imagina que te fazem a privação do sono… Depois de uma gala super intensa, onde conheces pessoas, dormes meia hora, acordas, passo a ser líder, tenho de tomar uma série de decisões, estou esgotadíssimo… A seguir temos uma prova de 72 horas a agarrar um elástico», diz, referindo-se à prova que o Big Brother deu aos concorrentes, na primeira semana. «Aquilo não serve para nada! Mas tudo o que nós somos vem ao de cima, e é esse o objetivo».

Dentro da casa, Diogo teve vários ataques de pânico e, nesses momentos, isolava-se dos restantes colegas. «Há uma altura em que o corpo cede e vem o ataque de pânico. A terapia ensinou-me a aceitar. Em vez de colocar uma rolha e não deixar as lágrimas e as emoções virem ao de cima, passa a ser bom», disse, recordando um dos momentos mais intensos que viveu dentro da casa: «Adorei chorar, porque foi a primeira vez na vida que consegui chorar à frente de alguém. É estranho. Eu estava ali sentado no sofá, a chorar baba e ranho, a ter um ataque de pânico e estava a pensar que aquilo era bom. É libertador.»

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Texto: Inês Borges; Fotos: DR e Arquivo Impala

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