“E agora?”: Cláudio Ramos ligou logo a Nuno Santos quando Cristina Ferreira voltou à TVI

Cláudio Ramos telefonou “imediatamente” a Nuno Santos assim que soube do regresso de Cristina Ferreira à TVI como Diretora de Entretenimento e Ficção. O Diretor-Geral tranquilizou o apresentador.

08 Mai 2021 | 21:00
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A descrição é feita pelo próprio. Assim que Cláudio Ramos teve conhecimento de que Cristina Ferreira deixara a SIC para regressar à TVI como acionista e Diretora de Entretenimento e Ficção, em julho do ano passado, o apresentador telefonou ao Diretor-Geral do canal de Queluz de Baixo, Nuno Santos, que fora o responsável pela sua contratação meses antes.

Apesar de vincar que não teve “receio” algum com a chegada de Cristina Ferreira à TVI, ao fim de menos de dois anos no canal concorrente, onde os dois trabalharam lado a lado pela primeira vez, Cláudio Ramos não esconde que se apressou a falar com Nuno Santos. Este acalmou-o…

“Não vou ser idiota e dizer que não pensei: ‘E agora?’. Claro que pensei. Claro que liguei imediatamente ao Nuno Santos, que me tranquilizou. Mas não tive medo nem receio, porque sempre soube que a Cristina tinha muito presente o excelente profissional que sou”, afirma, em entrevista a uma publicação semanal.

 

Cláudio Ramos e a relação com Cristina Ferreira: “O afastamento foi público”

 

O apresentador, que trocara a SIC pela TVI em fevereiro do mesmo ano, tanto diz que se apressou a ligar a Nuno Santos como reforça que estava calmo com a dança das cadeiras que se viveu na estação de Queluz de Baixo. E desdobra-se em elogios a Cristina Ferreira. “Tinha acabado de entrar com um contrato de exclusividade na TVI, sabia exatamente o meu papel e a Cristina veio para Diretora de Programas. Gostava muito de deixar claro: a Cristina foi a pessoa mais generosa com quem trabalhei”, conta.

Ainda à TV Guia, Cláudio Ramos deixa uma garantia: “Nunca me zanguei com a Cristina!”. Logo a seguir, recorda como geriu o processo de deixar a SIC para se mudar para a TVI. “O afastamento foi público, porque deixei um programa de sucesso [‘O Programa da Cristina’] de um dia para o outro e tomei a decisão sozinho. Não avisei, não preveni, não preparei. Cheguei ao camarim e disse: ‘Tenho de ir’. Custou-me fazê-lo, mas o sonho falava mais alto”, explana.

 

Cláudio Ramos tencionava ficar n’”O Programa da Cristina” por mais uns dias

 

O apresentador diz não ter contado à então anfitriã das manhãs da SIC que trocava Paço de Arcos por Queluz de Baixo para apresentar o “Big Brother 2020”. Nem a ela nem a ninguém. “Não contei o que ia fazer. Não disse a ninguém para o que tinha sido contratado nem as conversas que tinha tido com o Nuno Santos. Disse só que ia para a TVI. A Cristina sabia bem que eu podia voar a qualquer momento, ela tinha a noção do meu crescimento. Óbvio que ficou triste, porque eu era ali o seu braço-direito.

Cláudio Ramos confessa agora que tencionava permanecer n’”O Programa da Cristina” nos dias seguintes à sua conversa com Cristina Ferreira. Mas tal não aconteceu e o apresentador deixou, nesse mesmo dia, a antena da SIC. “Quando lhe comuniquei, pensei que continuaria no programa mais uns dias, para tudo se organizar para a minha saída… Não pensei que sairia do ar logo nesse dia. Foi uma decisão. A televisão é assim”, relativiza, afiançando que, “de forma privada”, ele e a apresentadora foram “mantendo o olhar um no outro”.

 

Cláudio Ramos só falou com Daniel Oliveira após conversa com Cristina Ferreira

 

A relação com a SIC ficou “ótima”, garante. “E a prova disso é que talvez tenha sido o único profissional a sair da estação que teve a oportunidade de ser ir despedir a um programa”, atira, referindo-se à sua ida ao programa “Passadeira Vermelha”, transmitido pela SIC Caras e do qual era um dos comentadores. “Disso nunca me que vou esquecer.”

Cláudio Ramos fala então da última conversa que teve com Daniel Oliveira. O Diretor-Geral de Entretenimento da Impresa só soube que o apresentador tinha aceitado o convite da TVI após a conversa deste com Cristina Ferreira. “Assim que falei com a Cristina, fui ao gabinete do Daniel e expliquei tudo. Apertámos a mão e estou convencido de que ele sabia que não podia recusar este convite. Não houve um leilão, não fui ingrato, não fui pedir mais dinheiro, como se escreveu, não me sentia maltratado e nunca me senti um trabalhador precário. Precisava de voar e já antes tinha manifestado isso no lugar certo. Na SIC, não tinha por onde crescer”, analisa.

 

As negociações entre Cláudio Ramos e Nuno Santos

 

Na TVI, encontrou o lugar para tal ao estrear-se à frente de um reality show, 18 anos depois de ter concorrido à segunda edição do “Big Brother Famosos”. E deve-o a Nuno Santos, a quem agradece publicamente. “Quando ele me liga para uma conversa ao fim destes anos todos, estava eu no Alentejo, pensei imediatamente: ‘Chegou a hora!’. Não sabia o que era. Não imaginava!”, começa por dizer.

O agora Diretor-Geral da TVI deslocou-se, então, a casa de Cláudio Ramos. Dias depois, ele estava na minha casa, em Lisboa, a explicar o convite e o que queria, de facto, de mim. Expliquei o que pretendia profissionalmente. Estávamos em sintonia. Nunca me vou esquecer, porque o Nuno foi o grande responsável por esta mudança e confiou em mim numa altura de mudança. De vez em quando, é preciso que olhem para nós e vejam mais além. O Nuno olhou”, afirma.

A verdade é que, com o regresso de Cristina Ferreira à TVI, esta deixou-o de fora da apresentação do “Big Brother – A Revolução”, proporcionando o regresso de Teresa Guilherme ao pai de todos os reality shows. Já a edição subintitulada de “Duplo Impacto” foi conduzida em parelha.

Cláudio Ramos desvaloriza o inicial afastamento do formato. “Não nasci colado ao ‘BB’, que existiu 20 anos sem mim e pode existir outros tantos. Fiz duas edições, na altura tinha feito uma e foi para isso que vim. O programa não é meu, é da estação. Ela faz o que entender com ele”, diz apenas.

 

Texto: Dúlio Silva; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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