“É uma nova paixão”: Fernando Rocha conta tudo sobre o novo desafio na SIC

Fernando Rocha integra o elenco da novela “Amor Amor”, da SIC, e dá vida a Tó Quim, um caricato bombeiro. O humorista está ainda a preparar um filme e confessa que ser ator é agora o seu objetivo.

03 Jan 2021 | 8:50
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“Amor Amor” chega à SIC na próxima segunda-feira, dia 4 de janeiro, e marca a estreia de Fernando Rocha na representação. “O Tó Quim é um bombeiro, com uma personalidade que não é muito bonita, ele é intriguista e invejoso. É frustrado porque não tem sucesso amoroso e não tem amigos. Eu não tinha prazer nenhum em ser amigo deste tipo, mas usei os meus conhecimentos de comediante para tentar dar-lhe algum equilíbrio, para o gajo não ser assim tão mau. Ele acaba por ser o palhaço da turma. Toda a gente conhece um Tó Quim. Ele é o típico tuga”, explica.

As gravações arrancaram há três meses e Fernando Rocha está rendido a este desafio. “Estou a adorar. Não sei o futuro, mas quero fazer novelas o resto da minha vida. É uma nova paixão. É maravilhoso, porque posso ser outra pessoa, mesmo que não seja uma pessoa que me agrade. Às vezes, estou a ler o guião e penso: ‘Oh, Tó Quim, não faças isto.’ Os meus valores pessoais sobrepõem-se àquilo que está escrito, não queria que ele fosse assim”, assume.

No futuro, gostaria de dar vida a outro tipo de personagens. “Sou um humorista, as pessoas já sabem com o que podem contar. Agora, se abraçar um papel de vilão é completamente diferente e mais desafiante.”

Além da novela, o humorista tem também um projeto no cinema. “Chama-se ‘Duros de Roer’, é uma comédia policial. Somos dois policias, eu e o João Seabra. Deve estrear no verão. Estou mesmo a acreditar que vai ter sucesso, o trailer está apelativo e tem uns tempos de comédia porreiros”, revela.

O ano foi complicado para Fernando Rocha, que esteve dois meses e meio de quarentena por causa da COVID-19. “Estive mais tempo de prisão domiciliária do que o Ricardo Salgado, e eu não cometi crime nenhum. Mesmo com as adversidades, a minha personalidade é avançar e brincar com o problema. Só com a morte é que não há solução.”

 

Texto: Neuza Silva (neuza.silva@impala.pt); Fotos: Helena Morais

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1763 da TV 7 Dias)

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