“Ele culpa a minha mãe”: Edmar revela que o pai não aceita que ele seja gay

Edmar surpreendeu os colegas com revelações sobre a relação dos pais. O luso-britânico garantiu que o pai culpa a mãe de o jovem ser homossexual.

17 Mar 2021 | 21:20
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Uma conversa na casa do “Big Brother” entre Jéssica Fernandes e Bruno Savate fez com que Edmar revelasse dificuldades com os pais no que diz respeito à sua orientação sexual. A fadista estava a falar da sua preocupação com as brincadeiras que o lutador de boxe francês tem com o luso-descendente quando este, assumidamente homossexual, desabou.

“Para mim, o problema é só o meu pai e o que ele está a pensar. Não quero saber o que vocês ou o que as outras pessoas estão a pensar. Na verdade, nem quero saber o que é que o meu pai está a pensar. só não quero que ele chateie a minha mãe e ponha a minha mãe em baixo por ter um filho gay”, começou por explicar o concorrente do “Big Brother” aos colegas. “Estou a borrifar-me para o que é que ele está a pensar”, reforçou.

A conversa entre os colegas continuou, fazendo com que Edmar saisse da sala em prantos. “Vocês, às vezes, são tão idiotas”, atirou, visivelmente incomodado por os colegas não mudarem de assunto.

Já cá fora, o britânico, de 28 anos, acabou por fazer revelações perturbadoras. “Eu não sei o que é que o meu pai diz à minha mãe. Eu vejo como ela, às vezes, chora e fico… magoa-me muito. E não é só por eu ser gay, é de outras coisas também. Ele culpa a minha mãe. Ele é muito boa pessoa, mas tem aquele problema… não sei porquê”, desbafa.

Pedro Crispim emociona-se com relato de Edmar

O momento foi visto no “Extra” do “Big Brother” desta terça-feira, 16 de março. A apresentadora Alice Alves deu a palavra a Pedro Crispim e pediu-lhe para opinar sobre as “imagens difíceis de ver”. O comentador não conseguiu esconder a emoção. Cada pessoa carrega a sua mochila e não existem mochilas mais pesadas do que outras. Cada um saberá a sua realidade. Ainda há pouco tempo eu dei uma entrevista à Selfie, na qual falei um bocadinho sobre o meu processo. É muito único e muito especial e… o Edmar terá o dele. (…) Todos nós temos as nossas batalhas”, alertou. 

Crispim, também ele homossexual, frisou que “sexualidade”, “cor de pele” ou “religião”, “tudo serve como ataque”. E lamenta que, “dentro das estruturas familiares”, o caso de Edmar não seja “nem pontual nem tão único” como se possa pensar. “Muitas das vezes, a mulher é responsabilizada pelo marido…”, referiu, sem conseguir terminar a frase. “Isto deixa-me um bocadinho incomodado porque, obviamente, eu também tive um processo que… consigo rever-me a cada palavra que ele diz. Emocionei-me a assistir a isto”, terminou.

“Ataram a uma árvore, com umas cordas, e bateram-me”

O comentador do “Big Brother – Duplo Impacto” recordou o dia em que foi vítima de um ataque violento. “Havia um bosque perto da escola e nós íamos para lá brincar nos baloiços. Houve uma vez em que os meus colegas me ataram a uma árvore, com umas cordas, e que me bateram… e eu fiquei ali o horário todo da escola, à chuva, até ao final, até os contínuos irem dar por mim ali. E lembro-me de que quando foi para apresentar queixa eu não quis”, relatou.

“Nunca senti raiva, nem de quem me fazia mal. Porque achei sempre, e ainda hoje acho, que sempre que me faziam mal é porque a pessoa não estava bem. Às vezes, quando leio algumas coisas ou quando me tratam de uma certa maneira, acho sempre que essa pessoa está magoada, está ferida, que é infeliz. Aliás, acho sempre que isso mostra mais sobre eles do que sobre mim”, acrescentou Crispim.

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Reprodução TVI e Instagram
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