“Elma, toma nota do número do cofre”: Dolores conta o que pediu à filha após sofrer AVC

“Pensei que aquele seria o fim!” Dolores Aveiro recorda, a Maria Botelho Moniz, o momento em que sofreu um AVC e pensou que iria morrer.

02 Abr 2021 | 8:50
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Dolores Aveiro abriu as portas de casa no Funchal, Madeira, a Maria Botelho Moniz para falar sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu há um ano e do qual ainda não está totalmente recuperada. Numa conversa emotiva, a matriarca do clã Aveiro revelou à apresentadora do “Dois às 10”, TVI, o que aconteceu a 3 de março de 2020, quando se sentiu mal.

“Deite-me na minha cama bem, não tinha nenhum sintoma. Depois levantei-me para ir à casa de banho, caí e desmaiei”, lembra Dolores, adiantando que quando recuperou os sentidos percebeu que tinha o lado esquerdo paralisado “e a boca torcida”. Depressa pediu ajuda. “Chamei o meu companheiro e ele ligou para o 112”. Foi socorrida em poucos minutos e transportada para o hospital que se situa perto da sua habitação. Não tem memória deste trajeto. “Apaguei”.

Dolores Aveiro: “Pedi a Nosso Senhor que não me levasse”

Já na cama da unidade hospitalar, Dolores temeu o pior: “Pensei que aquele seria o fim”, ressalvando que o apoio dos filhos e dos netos foi fundamental para a sua recuperação. “Quando abri os olhos e vi a minha filha mais velha, disse-lhe: ‘Elma, toma nota do número do cofre. E estava direitinho. Eles deram-me muito apoio. Pedi a Nosso Senhor que não me levasse porque queria ver os meus netos criados. Vi os meus filhos a chorar e eles não me queriam preocupar”, diz entre lágrimas, referindo que, durante as duas semanas de internamento, agarrou-se à fé. “Eles [filhos] também sempre acreditaram que eu ia conseguir ultrapassar”.

“O miminho que eu lhes dei, dão-me eles agora”

Um ano depois do AVC que lhe retirou alguma mobilidade do lado esquerdo e lhe afetou a fala, Dolores Aveiro continua a fazer tratamentos duas vezes por semana. Nunca sentiu que estava a dar trabalho aos filhos: Elma, Kátia e Cristiano Ronaldo. “O miminho que eu lhes dei, dão-me eles agora. Isto conta muito”, refere a matriarca dos Aveiro, ao mesmo tempo que diz que recebeu muitas mensagens de apoio nas redes sociais. Agora, é um dia de cada vez. “Tenho cuidado com a alimentação, ando muito, não posso calçar sapatos de salto e uso roupas mais simples, sem muitos botões”.

No final, Dolores Aveiro referiu que está desejosa de que a pandemia da covid-19 acalme para cumprir uma promessa: “Quero ir a Fátima acender uma vela”. Quanto aos conselhos que dá a outras pessoas que passam por um AVC, diz apenas: “Devem ter muita força de vontade, fé e agarrerem-se à família. Custo muito, mas chega-se lá”.

Texto: Carla S. Rodrigues; Fotos: Reprodução TVI e redes sociais
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