Especialista EXPLICA expressões de Francisco D’Eça Leal: «O inocente ataca e não ri»

Depois da entrevista de Francisco D’Eça Leal ao programa Vidas Suspensas, da SIC, tentámos perceber o que as expressões do artista dizem sobre ele, através de um especialista em decifrar pessoas.

18 Out 2018 | 20:30
-A +A

Foi esta terça-feira, 16 de outubro, que o caso em que Maria Leal está a ser acusada do roubo de um milhão de euros foi contado na integra. O ex-marido da cantora, Francisco D’Eça Leal, em entrevista ao programa Vidas Suspensas, da SIC, revelou pormenores sobre a vida a dois e os gastos que levaram à miséria em que hoje se encontra.

ESPREITE TAMBÉM: Maria Leal responde: «Ele não mexia nas contas mas emprestou dinheiro ao irmão?»

Perante isto, a TV7 Dias entrou em contacto com Alexandre Monteiro, especialista em decifrar pessoas, para perceber de que forma as acusações que Francisco faz a Maria Leal são confirmadas pela linguagem corporal que este apresentou durante toda a entrevista.

É importante referir que o facto de Francisco sofrer de Esquizofrenia pode ter influência nos gestos. No entanto, os exemplos apresentados a seguir pelo especialista não estão diretamente relacionados com o problema de saúde do artista.

 

Manipulação nas respostas

Numa leitura geral, a análise de Alexandre Monteiro conclui que Francisco D’Eça Leal tinha sentimentos verdadeiros pela cantora e revelou gestos que confirmam veracidade e vergonha. No entanto, em certos casos, o especialista referiu que o artista recorreu à manipulação das próprias respostas, o que demostra que pode estar a mentir.

«A maioria das pessoas tem um sinal especifico ou padrão quando mente e em várias respostas Francisco tapa a boca. Pode ser este um dos seus comportamentos padrão quando tenta manipular», refere o especialista.

Quando Francisco fala das contas e do facto de não as verificar, dizendo «eu não sabia porque não ia verificar as minhas contas», o artista tem um comportamento que indica verdade.

«Francisco usa o pronome “eu”. Quando mentimos, o inconsciente dissocia-se da ação e faz com que as pessoas não verbalizem a palavra “eu”. Como acena “não” com a cabeça, quando diz “não sabia”, e refere o pronome indica verdade.

Fica cabisbaixo, o que indica vergonha, e encolhe os ombros. Encolher os ombros é sinal de incerteza, logo confirma o desconhecimento.»

À questão «Quem me garante que não foi o Francisco que gastou esse dinheiro?», Francisco respondeu de forma manipulada.

«Francisco responde “porque eu não comprava quase nada”. O inocente tem como comportamento normal defender-se em primeiro lugar e usa o mesmo verbo da pergunta. Ao responder desculpa-se logo “porque não comprava quase nada”, muda o verbo para comprar e  não responde “eu não gastei!”

Quando inicia a resposta, faz uma ligeira pausa e depois continua. Este comportamento é intitulado de “lapso freudiano”, que indica correção racional do que ia dizer. “A boca foge para verdade” e ainda faz a microexpressão de desprezo caraterizada por um sorriso assimétrico, quando diz “Não comprava quase nada”. Isto indica probabilidade de manipulação de resposta.»

VEJA AINDA: Maria Leal FALA de TRAIÇÃO: «também sei as pessoas com que ele esteve»

 

«Se ri quando acusado pode indicar culpabilidade»

Relativamente à assinatura de papéis em branco, Francisco refere que «Sim», no entanto tem um comportamento que o contradiz.

«Francisco responde “sim” e faz o gesto de tapar a boca. O inconsciente não consegue mentir e quando entramos em conflito com o inconsciente para referir algo que pode não ter acontecido, este faz com que a pessoas tape a boca na tentativa de o calar.»

No que diz respeito às expressões reveledas em fotografias do casal, Francisco demonstrava felicidade mas Maria Leal não parecia sentir o mesmo.

«Uma das formas para detetar a felicidade verdadeira é verificar o elevar dos cantos da boca e a contração por debaixo dos olhos.

Francisco eleva os cantos da boca e apresenta contração por debaixo dos olhos (felicidade verdadeira) já Maria Leal não tem estes comportamentos de felicidade verdadeira.»

Sobre a questão da compra das ações do Futebol Clube do Porto, Francisco não se acusava como responsável. No entanto, as expressões corporais dizem o contrário.

«Resposta de Francisco: “Eu não comprei nada do Porto, nem ligo nada ao futebol”, e na altura que responde faz a micro expressão de desprezo e ri.

Quando uma pessoa faz a microexpressão de desprezo indica “Sorriso do manipulador”. Se ainda ri quando acusado pode indicar culpabilidade, isto porque o inocente ataca e não ri»

Relativamente à questão: “Foi nessa altura que descobriu que não tinha um tostão?”, Francisco demonstra sentir vergonha.

«Francisco baixa a cabeça e pressiona os lábios, o que expressa sinal de vergonha e stress emocional»

Texto: Marisa Simões

PUB
Top