Ex-Casa dos Segredos revela momento de horror: «já não havia bebé nenhum»

Rita Rosendo, que participou na Casa dos Segredos 6, sofreu um aborto espontâneo em setembro, que a deixou desolada. Doente depressiva, Rita ainda procura reeguer-se.

01 Jan 2020 | 8:40
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(entrevista originalmente publicada em novembro de 2019)

Rita Rosendo, que ficou conhecida como a taxista de Casa dos Segredos 6, viveu um autêntico conto de fadas com a chegada do seu primeiro bebé. Foi em junho, depois de uma curta passagem pelo programa da TVI, Like Me, que soube da novidade. «Recebi uma chamada do doutor que nos tinha feito análises no programa e deu-me os parabéns porque eu estava grávida», começa por dizer.

A verdade é que Rita Rosendo, 30 anos, entrou grávida no programa de influenciadores digitais e não esconde que ficou «contentíssima». «É o maior sonho da minha vida ser mãe. Já há muito tempo que o espero”, confidencia. Após a primeira ecografia descobriu que estava grávida de cerca de um mês e garantiram-lhe que estava tudo bem.»

Este bebé já estava «mais ou menos» planeado, uma vez que Rita tinha deixado de tomar a pílula há algum tempo. «Fui acompanhada pelo médico. Sou doente depressiva desde que saí da Casa dos Segredos. Tomo comprimidos. Aquilo não mata, mas mói. O choque cá fora foi muito mau», recorda. Rita viu no bebé que carregava no ventre a força de que precisava desde a sua polémica participação em Secret Story, em 2016.

«Fiquei eufórica. Dia após dia ia acreditando mais que estava grávida. Senti o meu peito a crescer, as hormonas mudam… Todos os dias olhava-me ao espelho e via a minha barriga a crescer.» Como doente depressiva, foi aconselhada a não deixar a medicação diária, reduzindo apenas a dose: «Mais valia o bebé ficar uma semana na incubadora do que uma mãe maluca.» A ex-taxista garante que já nem estava a tomar «quase nada». «Tinha a maior alegria dentro de mim, estava radiante.»

Também o pai do bebé, com quem Rita tem um relacionamento há um ano, e que prefere não revelar a identidade, ficou superfeliz: «Apoiava-me muito.»

«Já não havia bebé nenhum»

O pesadelo começou ao terceiro mês, quando se dirigiu à Clínica de Chelas para fazer a ecografia das 13 semanas, no dia 9 de setembro. «O doutor pôs uma sonda e apareceu tudo escuro. Vejo o saco já muito grande, mas não via nada lá dentro. Levei logo as mãos à cabeça e o médico também», revela.

Rita afirma que recebeu a mais temida confirmação de que tinha perdido o bebé da forma mais «fria» e «insensível». «O médico disse que me podia levantar, que já não estava lá nada. Eu fiquei sem perceber e ele disse-me que o bebé já tinha de estar formado, já tinha de ter pernas, braços, já tinha de ter cabeça, já tinha de ter tudo, e não tinha nada! Já não havia bebé nenhum», diz, lavada em lágrimas.

A ex-concorrente de Casa dos Segredos não perdeu sangue e refere que o saco amniótico continuava a crescer. Os momentos que se seguiram foram dramáticos. «Chorei, entrei em transe e berrei. Só gritava: ‘O que fizeram ao meu bebé?’ Fui conduzida logo ao hospital, à maternidade onde eu ia ter o meu bebé, em São Francisco Xavier. Tive na mesma de fazer o aborto, como se tivesse o bebé», afirma. T

omou vários comprimidos para iniciar o aborto, mas sem sucesso, porque, ao repetir a ecografia, «ainda estava lá tudo». Ficou internada e a 10 de setembro foi submetida a uma dolorosa raspagem. «Tive muitas dores e contrações, como se estivesse a ter o meu filho.» O procedimento correu bem. Rita regressou a casa, onde contou com o apoio dos pais, namorado, irmãs e amigas. «Fiquei uma semana sem sair do quarto. Dormia, chorava muito e não queria comer. Não tinha força e não via razão para a minha vida seguir», desabafa.

Graças às várias mensagens de força, principalmente de outras mulheres, Rita percebeu que este problema afeta entre 30 a 40 por cento das grávidas. «Percebi que não era a única. Por outro lado também penso: ‘Mas porque é que eu tenho sempre de estar no lado negativo? Não posso estar do lado que corre bem?’», questiona, emocionada. Passo a passo, Rita está a tentar reerguer-se. «O meu mundo desmoronou outra vez. Da mesma maneira que me senti quando saí da Casa. Pior ainda.»

Apesar de tudo, ser mãe continua a estar nos planos para um futuro próximo. «Agora é treinar para ter mais filhos.» Já o casamento é algo que não pretende repetir. «Não caso mais!», diz, convicta. Com uma tristeza no olhar, Rita tenta recuperar o ânimo para o dia-a-dia e recorre à cirurgia estética para lhe dar uma motivação extra, através da colocação de próteses de aumento mamário e de abdominoplastia para corrigir a gordura da barriguinha.

«Procurei a clínica do Dr. Filipe Ramos para me ajudar a aumentar a autoestima e recuperar desta fase depressiva. Já me senti a pior pessoa do Mundo. As plásticas vão ajudar-me a olhar ao espelho e ver que não sou horrível, que tenho um corpo bonito.» Afastada da vida de taxista há um ano, Rita tem-se dedicado à venda de roupa online e garante que não perde a fé de que dias melhores virão. «Temos de acreditar em Deus. Se não tive o meu filho naquela altura foi porque não tinha de ser. Era porque tinha de vir agora fazer a operação que tanto queria e depois vou ser mãe, de certeza absoluta», remata.

(texto originalmente publicado na TV 7 Dias 1703)

Texto: Inês Borges; Fotos: Paula Alveno

 

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