EXCLUSIVO: «MEGHAN está a fazer as coisas de FORMA DIFERENTE»

Especialista revela os motivos que levaram os britânicos a desapaixonarem-se por Meghan Markle e levanta a hipótese de a primeira fotografia do bebé ser divulgada apenas nas redes sociais.

04 Mai 2019 | 8:50
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Em entrevista exclusiva à TV7 Dias, Ann Gripper, editora executiva do site do jornal britânico Mirror e anfitriã do podcast sobre realeza Pod Save The Queen, antecipa a chegada iminente do filho do príncipe Harry e Meghan Markle.

Ficamos com a ideia de que o público britânico se apaixonou e desapaixonou por Meghan Markle num piscar de olhos. Porque é que acha que isso aconteceu?

Isso é uma característica clássica britânica que muitos desportistas e celebridades destacariam: pomo-los lá em cima e depois destruímo-los. Quando esteve recentemente no podcast, Judi James [especialista em comunicação] chama-lhe a ‘síndrome da papoila alta’. É o que acontece quando alguém cresce e se destaca: adoramos deitá-lo abaixo e pô-lo no seu lugar.

Existe muito carinho e sentimento de proteção pelo princípe Harry por causa da morte da sua mãe quando era muito novo e também por, no passado, ele ter falado abertamente sobre a vontade de encontrar o amor e construir a sua própria família. Por isso, toda a gente está a torcer para que corra bem. Houve, claro, um entusiasmo enorme quando se soube que Meghan Markle, esta atriz glamourosa de quem muitos britânicos nunca tinham ouvido falar, era namorada do príncipe Harry e, depois, quando ficaram noivos.

Mesmo no início do noivado, houve uma certa cautela em alguns setores: o outro lado da moeda de um conto de fadas, um romance relâmpago é a dúvida sobre se estas pessoas realmente se conhecem. As pessoas também gostavam de ver William, Kate e Harry como um trio não só no trabalho mas também socialmente e esperavam que eles se transformassem numa espécie de quarteto fantástico.

Mas, agora, isso parece que não vai acontecer e é sempre mais fácil culpar o elemento mais recente. O guarda-roupa extremamente caro de Meghan é outro aspecto que tem os seus prós e contras: ou é o conto de fadas real (e ela acumulou fortuna de forma independente, graças à sua carreira de sucesso na representação) ou é ostentatório e sem noção da realidade. O facto de Meghan estar afastada de uma parte da família e a forma como o palácio de Kensington lidou com a situação também não ajudaram.

 

«Meghan e Harry serão o tipo de pais que deixarão o filho decidir por que caminho quer seguir»

 

Considera que a forma como Meghan Markle está a gerir a sua presença na família real britânica é positiva ou negativa? 

Parece, certamente, que Meghan está a fazer as coisas de forma diferente. Para sermos justos, esta geração de membros da família real já estavam a mudar as coisas. Os temas com que Meghan se quer envolver são muito atuais e parece-me claro que ela pode ter um grande impacto e que quer colocar a mão na massa. O facto de ela ser birracial também tem o potencial de ajudar as pessoas a sentirem uma ligação com a família real que, antes, não existia. Ouvimos isso de pessoas em Brixton que foram vê-la num dos seus primeiros compromissos oficiais. Meghan está habituada a falar publicamente sobre os temas e isso provavelmente não vai mudar.

Há rumores de que Meghan e Harry não irão mostrar o bebé logo após o nascimento, que poderão fazer o parto em casa, etc. Acha que isto faz parte de uma estratégia do casal para manter este momento privado ou estão apenas a criar expectativa para o grande momento?

Ter um filho é uma mudança de vida enorme e eles têm totalmente o direito de decidir como querem gerir a situação. Acho que reflete o desejo deles de terem privacidade, algo que Harry em particular preza muito. É, aliás, um dos motivos pelos quais o casal se mudou para Frogmore Cottage.

 

 

Acho que, mesmo o cartão de Boas Festas deles, vimos uma sensação de privacidade – era uma fotografia amorosa mas eles estavam de costas voltadas para a câmara enquanto assistiam ao fogo de artifício no dia do casamento. A forma como partilharem a primeira imagem do bebé dir-nos-á muito sobre o quão eles farão as coisas de forma diferente. Uma sessão de fotos agendada com a comunicação social, como fizeram na altura do anúncio do noivado, mostraria que estariam a funcionar como os outros membros da casa real. Publicar a primeira imagem do bebé no Instagram sugeriria que eles estão determinados a construir a sua própria marca.

Sabemos que o filho de Harry e Meghan não terá um papel oficial importante na família real. Mas qual acha que será a importância dele ou dela, enquanto celebridade?

Acho que Meghan e Harry serão o tipo de pais que deixarão o filho decidir por que caminho quer seguir. Se olharmos para os filhos da princesa Ana (filha da rainha Isabel II), Zara tornou-se uma celebridade por é uma desportista consagrada, numa modalidade que depende de patrocinadores. Ela acabou por casar-se com um jogador de râguebi que venceu uma campeonato do mundo [Mike Tindall]. No entanto, o irmão Peter é muito mais low profile.

 

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Texto: Raquel Costa | Fotos: Reuters e Casa Real Britânica

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