Ex-presidente do INEM detido por corrupção

Luís Cunha Ribeiro é ainda o único detido mas o processo já fez vários arguidos. Ministro da Saúde aplaude

13 Dez 2016 | 16:50
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A Polícia Judiciária, juízes de instrução e procuradores do Ministério Público estão desde esta manhã a levar a cabo mais de 30 buscas no Ministério da Saúde, escritórios de advogados, farmacêutica Octapharma, no INEM, Hospital de São João no Porto e algumas residências. A investigação já deu frutos tendo já LUÍS CUNHA RIBEIRO como detido e vários arguidos.

Entre 1999 e 2015, os investigadores acreditam que Cunha Ribeiro celebrou um acordo com o representante da Octapharma em que a farmacêutica beneficiaria, indevidamente, a troco de contrapartidas. 

Este, que é um negócio de milhões, põe em causa a venda de plasma aos hospitais públicos que estão constantemente a necessitar deste componente sanguíneo.

O inquérito-crime foi aberto a partir de uma investigação TVI. Na reportagem são levantadas questões sobre o que se faz ao plasma que os portugueses fornecem. O que acontece é que o plasma vai para os resíduos hospitalares e posteriormente é comprado ao estrangeiro, nomeadamente à farmacêutica Octapharma. “Por ano 7 milhões de plasma é inativado” segundo a reportagem de Alexandra Borges.

A agência Lusa adianta ainda que o esquema terá lesado o Estado em cerca de 100 milhões de euros, segundo fonte do processo. Os crimes desta investigação embargam a corrupção ativa e passiva, beneficiação indevida e branqueamento de capitais. 

O ministro da Saúde, Adalberto Campo Fernandes, aplaudiu a atuação das autoridades neste caso e sublinhou ainda, em jeito de conclusão, que os recursos públicos devem ser usados em prol dos cidadãos. 

 

 

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