Fábio do “Big Brother” chora ao lembrar acidente trágico: “Cara toda cheia de sangue”

Fábio abriu o coração no “Big Brother” e partilhou com os colegas um episódio marcante e traumático da sua vida: “Os meus pais não sabem, ninguém sabe, estou-me a expôr aqui”

24 Nov 2021 | 12:35
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Na tarde desta terça-feira, 23 de novembro, os concorrentes do “Big Brother” partilharam momentos das suas vidas que os marcaram para sempre e Fábio não conteve as lágrimas quando chegou a sua vez de contar aos colegas um episódio traumático que viveu, em 2018.

“Tinha uma cadela, era a Becky, sempre tive cães. Como sempre tive habituado a cadelas, decidi adotar uma. Era a minha filhota, dormia comigo na cama, fazia tudo. Fui eu que a eduquei, fui eu que a tratei como uma filha”, começou por dizer.

E prosseguiu: “Um dia estava no meu carro, o meu amigo ao lado e a cadela atrás, estávamos numa estrada, tinha chovido e aquela seiva das árvores ia com um bocado de velocidade a mais, o carro capotou, quem viu por fora disse que a maior sorte da nossa vida foi aquele dia porque o carro simplesmente capotou simplesmente, andou às voltas no ar e só parou passado uns metros no poste. Quando bate no poste, bate atrás de mim. Se batesse em mim, eu não estava cá hoje. Bateu literalmente não chegou a um metro atrás de mim na porta de trás…”

“Andei duas, três semanas a calmantes”, conta Fábio do “Big Brother”

O jovem, de 24 anos, confessou que “ainda hoje tem pesadelos” com o acidente. “Os meus pais não sabem, ninguém sabe, estou-me a expôr aqui, ainda não consegui ultrapassar isto, tento evitar sempre, digo sempre que ultrapassei mas não consigo ultrapassar”, explicou

“Não fiquei com um arranhão, fiquei com umas mazelas, e vejo o meu amigo com a cara toda cheia de sangue, eu ainda sonho com isso (…) não me consigo perdoar por causa disso mas não me lembrei da minha cadela, não me lembrei que ela vinha atrás, esqueci-me completamente porque estava tão preocupado com o meu amigo e aquilo foi um choque tão grande”, contou, em lágrimas, para depois revelar que a sua cadela Becky não sobreviveu ao acidente.

“Levaram a minha cadela para o veterinário. De certa forma, estava confiante que ela sobrevivia, mas o veterinário diz que é impossível, que aquilo lhe tinha afetado a coluna. E nem com aquelas cadeirinhas de rodas, porque ela ia sempre ter dores”, contou, inconsolável.

“Andei duas, três semanas a calmantes, foi a pior fase da minha vida, senti-me culpado porque podia também ter matado o meu colega, quem merecia era eu, porque eu é que exagerei na velocidade e tive o acidente. Ao fim de três semanas, parei de tomar calmantes”, admitiu.

No fim, Fábio deixou um apelo: “Não precisam de ir com pressa para lado nenhum enquanto estão a conduzir, vivam a vida com tranquilidade.”

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Texto: Mafalda Mourão; Fotos: Redes Sociais e TVI

 

 

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