Familiar receia “revolta enorme” de Rogério Samora: “Não vai querer viver incapacitado”

Rogério Samora mantém-se com prognóstico reservado, mas o primo continua a acreditar na recuperação do ator. Ainda assim, o familiar teme uma “revolta enorme” do galã caso este acorde do coma.

26 Ago 2021 | 22:08
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Rogério Samora continua com prognóstico reservado e o seu estado de saúde é muito grave. O primo, Carlos Samora, mantém a esperança na recuperação do ator, no entanto, tem medo da sua reação ao acordar e perceber que pode ficar com sequelas permanentes.

“Está tudo na mesma. Não está fácil, já passou muito tempo, mas vamos ser otimistas. Enquanto os médicos nos continuarem a dizer que a recuperação é possível, temos de acreditar e manter a esperança”, começou por dizer a uma revista semanal.

Apesar do desejo de ver Rogério Samora ficar melhor, Carlos confessa ter receio do que possa estar para vir: “Acho que ele não vai querer viver incapacitado. Da forma como o conheço, se isso acontecer, vai ser de uma revolta enorme e vai ser muito complicado”.

 

Médico explica como será a recuperação de Rogério Samora

 

Rogério Samora está em coma há mais de um mês e, caso recupere, tem pela frente uma longa jornada. De acordo com o neurocirurgião Bruno Lourenço Costa, o caso do ator “é uma situação grave e temos de apontar sempre para um tempo de recuperação longo”.

O clínico explica à TV Guia que, nestes casos, é sempre necessário “que seja capaz de respirar sozinho, de uma forma eficaz”. E acrescenta: “A circulação também tem de funcionar da mesma forma eficaz. Estando as funções vitais restabelecidas, existem condições para sair do coma e avançar para uma vida autónoma”.

O médico sublinha ainda que a recuperação física também não será fácil. “Um mês nos cuidados intensivos, ventilado, em coma, por si só produz algumas alterações: muita perda de força muscular, as pessoas não conseguem caminhar sozinhas… Mas são consequências que revertem”, diz, acrescentando: “É um trabalho extremamente exigente. Tem de se contar com um ano ou mais. É sempre muito tempo.”

 

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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