Felipa Garnel viveu infetada com COVID-19: “Tinha medo de adormecer e ficar internada”

Felipa Garnel e o marido, Nuno Lobo Antunes, testaram positivo à covid-19 e viveram momentos difíceis. A apresentadora revela que por ter tido sintomas “agressivos” ainda se encontra de baixa.

22 Jan 2021 | 18:50
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Felipa Garnel e o marido Nuno Lobo Antunes estiveram esta manhã em direto no “Dois às 10” para falarem sobre a sua experiência de terem sido contaminados com a covid-19. Apesar de Nuno Lobo Antunes, que é médico, já estar a trabalhar, a antiga apresentadora de televisão revelou que ainda se encontra em casa, de baixa. “Quando se tem covid com sintomas mais agressivos, ficamos de baixa pelo Serviço Nacional de Saúde durante 20 dias, ao contrário dos dez dias normais”. 

O casal, que está junto há 20 anos, teve sintomas completamente diferentes. Foi o médico o primeiro a ficar infetado e Felipa fez tudo para cuidar dele. “Nunca o tinha visto na cama, acho que só o tinha visto uma vez, ao contrário da maioria dos homens não é piegas. Para mim foi um susto vê-lo durante 15 dias na cama, ele tentava levantar-se, voltava para a cama. Depois tinha umas dores de costas brutais, perto dos rins, uma coisa muito má”, relembrou.

“Isto é uma doença que requer algum acompanhamento psicológico”

“Fui tratando dele, fazia a comida, tratava da roupa, com todos os cuidados, com luvas, desinfetava tudo. A roupa deixava na varanda antes de lhe tocar”, explicou. Porém, e apesar de todos os esforços, Felipa Garnel acabou por apanhar o vírus: “Testei duas vezes negativo e só ao décimo quarto dia do Nuno é que eu testei positivo. Quando fiquei infetada estava bem e andava a cantar de galo, a dizer que nem o corona queria nada comigo. Ao sexto dia, começo a cheia de febre, dores de cabeça alucinantes, talvez das piores da minha vida”.

Felipa contou que, na altura, recorreu a um oxímetro de pulso, que se compra na farmácia e que mede a saturação do oxigénio. Quando o instrumento regista abaixo dos 94, começa a ser preocupante. “Começo a medir o oxigenio e estava a 91, 92. Se baixasse dos 90, tinha de ir ao hospital”.

E foi aqui que se instalou o “medo”. “Isto é uma doença que requer algum acompanhamento psicológico. Tinha medo de adormecer, que o meu oxigénio baixasse e que eu tivesse que ser internada. Todos os dias via imagens de terror dos hospitais, nao há camas, corredores, ambulâncias com filas à porta. O medo nesta doença é uma coisa que tem que se levar em conta”, acrescentou.

Texto: Inês Borges; Fotos: DR

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