Filho de Rosa Grilo visita regularmente campa de pai para «falar»

Renato Grilo tem 14 anos e os últimos meses tem-nos passado com Júlia Grilo, tia do lado paterno, afastando-se cada vez mais da mãe e restantes familiares maternos.

05 Fev 2020 | 8:30
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O caso da morte de Luís Grilo está à espera de ver resolução há, pelo menos, ano e meio, sendo que a próxima audiência do tribunal de Loures é dia 18 de fevereiro. Rosa Grilo e António Joaquim estão acusados da morte do triatleta, que deixou um filho.

Renato Grilo tem 14 anos e os últimos meses tem-nos passado com Júlia Grilo, tia-avó do lado paterno, afastando-se cada vez mais da mãe e restantes familiares maternos. António Rebelo, o advogado que representa a criança e a família paterna falou com o programa Linha Aberta e revelou que Renato vive numa «ansiedade permanente de querer saber quem é que tirou a vida ao pai dele».

«Após os acontecimentos de 2018 o Renato teve que ter baixa médica, deixou de ir à escola e passou por um momento bastante terrível com alterações de comportamento, perturbações de sono e ainda que acompanhado pela psicóloga Sofia Guedes e pedopsiquiatra, só mais tarde veio a recuperar uma certa estabilidade emocional», revelou o advogado.

Segundo António Rebelo, a exposição da vida de Luís Grilo levou a que o adolescente deixasse de conseguir dormir, ainda que sob medicação.

Renato quis estar presente na leitura do acórdão, mas não lhe foi permitido pela juíza. Desaconselhado pelo advogado, psicóloga e pedopsiquiatra, Renato continua a fazer ‘finca pé’ para estar presente e tribunal.

Renato não quer visitar a mãe

Desde julho que Renato não visita a mãe ou lhe atende as chamadas. Os pais da arguida alegam que o adolescente está a ser influenciado por Júlia Grilo, mas o advogado nega.  «A decisão [ de não visitar Rosa Grilo ] é da inteira vontade do Renato. Ele não visita a mãe por razões que só a ele dizem respeito. A partir de Julho, Agosto. Mas esta decisão está reflectida no relatório social que está juntos aos autos no processo tutelar no tribunal de menores de Vila Franca de Xira,  onde o Renato, a certa altura, afirma que não gosta de imposições. E que tanto a visita à mãe como aos avós é quando lhe apetecer, com estes termos. O Renato não se sujeita e não se quer sujeitar a que sejam outros a impor lhe a decisão», refere o advogado.

A distância dos avós paternos

Renato Grilo tem ido ao cemitério amiúde para visitar a campa de Luís Grilo pois precisa de «falar com o pai».

«O Renato vai com alguma regularidade às Cachoeiras acompanhada da tia e dos primos, visitar a campa do pai. O Renato sente alguma mágoa e sente-se bastante triste por não poder ir à casa que é dele. Desde Março do ano passado que substituíram as fechaduras [os avós paternos]. O problema é que isto acaba por influir de alguma forma na recuperação do Renato», diz ainda o advogado.

Texto: Marta Amorim; Fotos: DR

 

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