EXCLUSIVO! Florbela Queiroz ligou para Nicolau Breyner. «Não estou cá a fazer mais nada!»

Aos 77 anos, a atriz olha para a morte como algo «perfeitamente normal» e para a qual se tem vindo a preparar. Prova disso é, por exemplo, o testamento vital que assinou recentemente.

16 Mai 2020 | 18:20
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A recuperar de uma «dor violenta» nas costas, que a levou a um hospital, Florbela Queiroz está desde então confinada em casa. Tal impediu-a de, na quarta-feira, 6 de maio, marcar presença no último adeus à tia, vítima de um ataque cardíaco aos 99 anos. Mas a atriz diz-se tranquila com este facto, até porque nunca vai «a nenhum funeral»«Nem da família, nem de amigos, nem de colegas. Para mim, o corpo é uma coisa que não presta para nada. O espírito e as energias ficam cá», desvaloriza.

De tal forma que, «há tempos», Florbela Queiroz protagonizou um episódio invulgar. «Liguei para o Nicolau [Breyner]. Estava a ligar-lhe e pensava: ‘Este gajo não atende…’ De repente é que me lembrei: o Nicolau já partiu. Veja lá… Se eu tivesse ido ao velório e ao funeral dele, não tinha feito um disparate destes…», confidencia à TV 7 Dias, justificando a sua tranquilidade com o tema com o facto que olhar para a morte como algo «perfeitamente normal»«No dia em que nasci já estava a caminhar para a morte», defende.

A consagrada atriz não o diz da boca para fora. «Doei o meu corpo à ciência. Quando eu estiver mal, ninguém vai saber que morri, porque a ciência vem cá buscar o corpinho sem dizer nada a ninguém e leva-o. Depois, o corpo vai estar o tempo que for preciso nos frigoríficos. Quando for preciso estudar alguma coisa, eles tiram. Quando não tiverem mais nada para estudar, fazem a cremação e depois chamam a pessoa mais direta da família, que neste caso será o meu filho, a quem entregam as cinzas», revela. E, quanto a isto, «está tudo tratado!»

Além desta decisão, Florbela Queiroz procedeu também à assinatura de um testamento vital no qual exprime a vontade de não ser alvo de reanimação cardiorrespiratória. «Se me der alguma coisa, eles não me podem reanimar, porque eu não quero. Uma pessoa quando tem de partir, tem de partir. Eu já vivi muito tempo, já fui todas as mulheres deste mundo, já fiz tudo o que tinha para fazer… Não estou cá a fazer mais nada!», questiona.

Mas pensa na morte? «Não penso na morte mas, tal como em vida pensei nesta hipótese de ficar sozinha, também na morte penso que é preciso tratar das coisas antes de partir. Eu quando partir não dou chatices a ninguém», responde.

 

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Texto: Dúlio Silva (dulio.silva@worldimpalanet.com); Fotografias: Arquivo Impala

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1730 da TV 7 Dias)

 

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