Foi para o hospital mas já voltou: Ljubomir Stanisic regressa à greve de fome

Ljubomir Stanisic regressou à escadaria da Assembleia da República para dar continuidade à greve de fome com outros empresários. O chef tinha-se sentido mal e chegou a ser levado para um hospital.

02 Dez 2020 | 23:06
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Ljubomir Stanisic não desiste. Mesmo depois de se ter sentido mal e de ter sido transportado para um hospital, o mediático chef regressou à escadaria da Assembleia da República, em Lisboa, onde estava em greve de fome há seis dias. E assim vai continuar, ao lado de oito outros empresários.

Segundo a TV 7 Dias conseguiu apurar, o jugoslavo, de 42 anos, “está estável”. Ljubomir Stanisic chegou ao lugar na companhia da mulher, Mónica Franco.

No final da tarde desta quarta-feira, Ljubomir Stanisic foi assistido pelo INEM após “uma quebra nos níveis de glicemia”. “Ele estava desidratado, com os olhos vermelhos e palpitações no peito”, relatou uma fonte presente no local à TV 7 Dias.

A CMTV esteve no acesso à escadaria da Assembleia da República, onde o grupo de empresários está instalado desde a passada sexta-feira, e mostrou imagens do chef a ser assistido pelo INEM. “Ele estava muito fraco. Já esta tarde precisava que o ajudassem a andar”, explicou o mesmo canal, tendo avançado, já aí, que os restantes empresários iriam continuar a greve de fome.

O protesto foi iniciado por alguns rostos do movimento “Sobreviver a Pão e Água” depois de, também na sexta-feira, terem tido uma reunião na Presidência da República da qual “não resultou nada”

Ljubomir Stanisic, José Gouveia e João Sotto Mayor, entre outros, foram ouvidos por assessores do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e não pelo próprio chefe de Estado, como esperavam. “O Presidente não apareceu. Os assessores disseram-lhes que iam passar-lhe a mensagem”, disseram-nos, na altura.

Na origem do movimento está a crise instalada nos setores da restauração, hotelaria, comércio e cultura por causa da pandemia da COVID-19. Reclamam não só a falta de apoio do Governo a estas áreas como as medidas de restrição aplicadas, que põem em causa a sobrevivência dos negócios.

 

Texto: Carla Ventura e Dúlio Silva; Fotos: D.R., reprodução CMTV e Nuno Moreira

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