Free Solo: O documentário que VENCEU UM ÓSCAR e tem SANGUE PORTUGUÊS!

Free Solo venceu o Óscar de Melhor Documentário na 91ª edição dos Óscares. Um dos portugueses envolvidos no filme conta-nos como se sente por ter participado no projeto.

28 Fev 2019 | 23:01
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Coragem ou loucura? As opiniões dividem-se quando se fala sobre Free Solo, da National Geographic, o documentário que venceu o Óscar de Melhor Documentário este domingo, dia 24 de fevereiro. Este Óscar não pertence a Portugal mas tem um toque luso. Nuno Bento e Joana Niza Braga desempenharam a função de foley artists, que consiste na reprodução dos efeitos sonoros complementares de um vídeo.

O documentário, realizado por Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi, mostra o percurso do escalador Alex Honnold rumo a um feito histórico no mundo da escalada. Se escalar uma formação rochosa com 910 metros de altura, sem cordas e proteção, parecia impossível… Honnold, que arriscou a vida para escalar o El Capitan, no Vale de Yosemite [Estados Unidos], prova o contrário.

Além do impressionante desempenho físico de Alex Honnold, o documentário retrata a luta da família, amigos e namorada perante a decisão do escalador. «É muito difícil para mim entender o porquê de ele querer isto», partilhou a namorada, Sanni McCandless.

Já a mãe, Dierdre Wolownick, que acompanha de perto a paixão e devoção de Honnold, mostra-se incapaz de impedir o filho de embarcar nesta aventura. «Quando ele está a escalar é quando ele se sente mais vivo. Como é que podia sequer pensar em tirar-lhe isso?»

Num conflito entre o moralmente certo e a realização de uma obra, Jimmy Chin, realizador e amigo de Honnold, não esconde a luta interna que travou. «Sempre tive um conflito em filmar isto por ser tão perigoso. É difícil não imaginares o teu amigo a cair e a morrer», confessou.

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«O trabalho foi reproduzir o som todo do Alex durante a escalada»

Nuno Bento, que trabalha na empresa Loudness Films, conta à TV 7 Dias como se sente por ter estado envolvido num projeto que mereceu um Óscar. «Estou super contente que o Óscar tenha sido atribuído ao Free Solo mas sinto que não tenho responsabilidade no reconhecimento de melhor documentário», começa por afirmar.

Apesar do documentário ter sido gravado nos Estados Unidos, o trabalho de foley foi feito em solo português. «O meu trabalho como foley artist envolve conseguir replicar todos os sons de um filme num ambiente de estúdio, imitando de forma síncrona toda a acção sonora que acontece no filme. No contexto deste documentário grande parte do trabalho foi perceber como reproduzir o som todo do Alex durante a escalada livre, o som das mãos e dos sapatos na pedra e na terra, o equipamento e a roupa, por exemplo», explica Nuno Bento.

«Inspirador», «emocionante» e «um dos maiores feitos atléticos» são alguns dos adjetivos apontados à obra da National Geographic.

Além de ganhar o Óscar de Melhor Documentário, Free Solo venceu também o prémio BAFTA de cinema.

Texto: Sílvia Abreu/ Fotos: Divulgação

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