Georgina Rodriguez revela: «é uma dor que chega a ser física»

Georgina Rodriguez perdeu o pai no passado dia 31 de janeiro. Numa conversa frontal, a namorada de Ronaldo revela como está a lidar com a morte do progenitor.

06 Fev 2019 | 15:20
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Jorge Eduardo Rodríguez Gorjón morreu em Buenos Aires, aos 70 anos depois de três anos de complicações graves após um AVC. Em jovem, o pai de Georgina, apaixonado por futebol, mudou-se para Espanha onde foi jogador e até treinador. Casou-se com a mãe de Gio, Ana María Hernández e para além da namorada de Cristiano Ronaldo, teve também Ivana, hoje com 26 anos.

Na casa de Lisboa, com Cristiano em pano de fundo, Georgina falou com a revista espanhola Hola e confessou-se «destroçada» com a morte do pai.

«É muito duro dizer adeus à figura que te ama, que te apoia, te protege, te anima e te aconselha. Perder esse grande amor é algo que te parte por dentro. Não há palavras que expressem este sentimento, tal como não há palavras que nos consolem. Toda a família está a sofrer. É uma dor que chega a ser física», começa por contar.

Apesar da dor, Georgina admite que saber que o pai descansa agora em paz, a tranquiliza.

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«Estar quase três anos prostrado numa cama, sem poder fazer nem o básico, isso não é vida. Fizémos o que podíamos por ele, lutámos com ele… Até que o seu corpo não aguentou mais. Já estava muito mal…», relata.

«Dávamos tudo para o ter de volta. Mas não doente… são. Nem que fosse um dia ou uma hora, para conversar. Para poder agradecer tudo o que fez por nós. Fizémos tudo isto, mas como ele doente, com o cérebro afetado. Ouvia-nos e respondia, mas por vezes estava no seu próprio mundo. Somos tão jovens para o perder. Tínhamos muito por viver… Sabemos que ele nos vai proteger de qualquer mal e que nos vai proteger», diz ainda, referindo-se a si e à irmã, Ivana.

Ao relatar o estado em que o pai já se encontrava, afirma que «era muito duro vê-lo assim». Diz que tentaram de tudo, até Kinesiologia, mas em vão.

«A sua mobilidade era menor a cada dia  Não comia sozinho… A fala manteve, mas não mantinha grandes conversações devido aos danos cerebrais. Eu e a minha irmã ficámos mais fortes, maduras e conscientes da dura realidade em que muita gente vive», conta.

Apesar de tudo o que já se escreveu sobre o pai de Georgina, e embora esta admita que ele cometeu erros na vida, a espanhola gostava que o pai fosse recordado como um homem «bom e inteligente». «Era capaz de fazer tudo pela sua família , tentou por tudo ver-nos bem. Houve coisas que saíram mal, e aprendemos os nossos erros, mas as suas intenções foram sempre boas. O meu pai chamava-nos ‘minhas rainhas’ e eu era a sua ‘chiquitita’. Comigo ria-se  muito e com a minha irmã conversava horas e horas sobre a vida. Ela, como irmã mais velha, tinha outra relação com ele.

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Sobre os últimos tempos de vida, confessa que o pai se refugiou em Deus. «O seu livro favorito era a Bíblia e insistia que a lêssemos várias vezes para a entender», recorda.

Doente há mais de três anos, Georgina revela que esperavam o momento do adeus há muito, portanto, já se vinham despedindo do pai. Com a sua vida a desenrolar ao lado de Cristiano Ronaldo, foi a irmã, Ivana, que deixou tudo em Espanha para se mudar para a Argentina e cuidar do progenitor.

«Contratámos enfermeiras, esteve acompanhado 24 horas por dia», afirma.

 

Uma das maiores mágoas de Georgina é que o pai não tenha conhecido a neta

Negando que a relação com o pai não fosse das melhores, a mãe de Alana afirmara, contudo, que por motivos e circunstâncias da vida, houve anos em que não viu o pai.

«Esteve sempre em contacto connosco. Quem nos criou de uma forma mais permanente foi a nossa mãe, mas víamos o nosso pai sempre que ele podia», recorda.

Apesar de assumir que ela e a irmã eram as maiores cuidadoras do pai, diz ser «injusto» afirmar que estiveram sozinhas nesse cargo.

«Os meus tios da Argentina também estiveram por perto. O certo é que, economicamente, fomos nós o seu sustento. Mandávamos metade dos gastos mensais cada uma. E no início da doença, foi o nosso tio da Argentina que nos ajudou muito. Eu viajei para o ver várias vezes e ajudei economicamente todos os meses», refere.

Jorge, acamado durante três anos, não viveu os melhores anos da filha mais nova nem conheceu a neta, Alana. «Ele não podia viajar e os bebés são muito pequenos para tanta viagem em tão pouco tempo. São muitas horas de avião e a saúde dele estava muito delicada».

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Cristiano Ronaldo não chegou a conhecer o sogro

Neste campo, Georgina culpa a má sorte. Justo quando conhecia Ronaldo, o seu pai começou a adoecer.

«O meu pai era muito reservado e não gostava que o vissem como estava. Tivemos má sorte. Ficou doente quando conheci o meu namorado, mais ou menos», assegura.

Menciona que chegou a contar ao pai que era amiga do craque e que o progenitor a aconselhou a ser  uma «rapariga séria».

«O meu pai admirava-o como jogador», narra. Sobre o facto de Cristiano não ter podido acompanhar Georgina à Argentina, diz que tem o seu apoio todos os dias. «Cuida de mim em todos os momentos de tristeza e eu trato de estar forte pelos meus filhos e por ele. São a alegria da minha vida. Apoiamo-nos mutuamente em tudo. O amor é algo imprescindível na minha vida. Formamos uma grande equipa», diz, sobre Ronaldo.

Sobre a adaptação a Itália, considera-a «maravilhosa». «Casa não é onde estás mas sim com quem estás». Para já, casar não está nos planos e Georgina desmente mesmo que esteja noiva:

«Encantar-me-ia, mas é certo que agora temos prioridades e muitas responsabilidades», termina.

 

Saiba tudo sobre a perda de Georgina Rodriguez na revista que está em banca esta semana

Texto: Redação WIN – Conteúdos digitais/ Fotos: Redes Sociais 

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