Globo ameaça suspender contrato de Regina Duarte. E a culpa é de Bolsonaro!

Regina Duarte foi convidada pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro para assumir a pasta da Cultura. Se aceitar, é obrigada a pedir a suspensão do vínculo laboral com a emissora.

21 Jan 2020 | 15:55
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Regina Duarte pode vir a integrar o governo de Jair Bolsonaro. O presidente convidou a atriz, de 73 anos, para ser Ministra da Cultura, e os dois já se reuniram para acertar detalhes. 

Antes de aceitar, Regina Duarte vai passar por um período experimental, avança a imprensa brasileira. Mas, ao que parece, a atriz está entusiasmada com esta possível entrada no mundo da política e já partilhou este estado de espírito nas redes sociais ao início da tarde desta terça-feira, 21 de janeiro.

«Bom dia, queridos. Aceitei, afinal, período de noivado. Eu tinha outra saída? As relações precisam passar pelo ‘noivado’ para corrermos menos riscos de ‘não dar com os burro n’água’, concorda?», começou por escrever.

Regina Duarte agradece o apoio que tem recebido desde que foi tornado público o convite de Bolsonaro: «Feliz e agradecida pelo imenso apoio amoroso recebido nos últimos dias, foi emocionante e muito lindo sentir que ‘se aceitar a batalha, tudo bem, e se não aceitar, também’.»

«Estou de corpo e alma com esse governo, vocês já sabem, apaixonada como sempre pelo meu país, louca para contribuir com a produção da alegria e felicidade geral… Me entrego ao que Deus e o Destino reservam para mim, muito grata pela confiança de todos. Vou, como sempre tenho feito, dar o meu melhor pela causa da nossa Cultura », concluiu.

No caso de aceitar o convite do presidente brasileiro, Regina Duarte pode por em risco a sua carreira na ficção. A Globo já reagiu a estas notícias e afirmou, em comunicado, que, caso aceite este cargo político, a atriz tem de rescindir contrato com a emissora.

«A atriz Regina Duarte tem contrato vigente com a Globo e sabe que, se optar por assumir um cargo público, deve pedir a suspensão de seu vínculo com a emissora, como impõe a nossa política interna de conhecimento de todos os colaboradores», pode ler-se.

O primeiro encontro entre Regina Duarte e Jair Bolsonaro aconteceu na segunda-feira, 20 de janeiro, e, esta terça, dia 21, a atriz iniciou «uma fase de testes», conforme a própria disse.

 

«Sinhôzinho Malta na Presidência e Viúva Porcina na Cultura»

Esta posição política de Regina Duarte tem provocado reações negativas entre os artistas brasileiros. Uma das que mais eco tem tido na imprensa é a de Lima Duarte, que recorda as icónicas personagens de ambos na novela Roque Santeiro, transmitida em Portugal em 1985. «É perfeito para o Brasil de hoje: Sinhôzinho Malta na Presidência e Viúva Porcina na Cultura».

“Claro que é um Sinhozinho Malta, modéstia à parte, sem o charme do próprio. Bolsonaro e charme são duas coisas incompatíveis”, acrescentou ainda o ator, de 89 anos, ao jornal Folha de São Paulo.

“Agora, a Porcina, a Regina… não sei no que ela vai se meter. Não quero emitir opinião sobre ela como pessoa, se vai dar certo, se não vai dar certo. Que seja feliz”, disse ainda Lima Duarte, que afirma conhecer mal a atriz: «Depois da novela vimos-nos muito pouco. Cada um seguiu a vida para seu lado.»

Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura no governo Lula da Silva, diz que a atriz deve ver a cultura no Brasil como veem a «bela figura dela».

Alexandre Frota, que foi deputado, escreveu nas redes sociais: «Regina Duarte diz ‘sim’ a Bolsonaro. Outra que será enganada por esse cara e com detalhe ela não sabe a bandidagem que está instalada na Cultura».

 

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Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: reprodução redes sociais

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